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Santo Padre envia saudação ao Congresso Mariano no Peru
Logo após uma breve oração inicial que inaugurou a atividade, o diretor do Instituto Vida e Espiritualidade, G. Mckenzie González, pronunciou umas palavras de agradecimento e explicou que a realização deste Congresso é um esforço por "responder ao convite, expressado pelo Romano Pontífice na carta apostólica sobre o Rosário, Rosarium Virginis Mariae, a avançar cotidianamente e com uma pedagogia adequada, na 'Escola de Santa Maria', rumo ao Senhor Jesus, o próprio coração da vida cristã, pelo crescimento na própria vida interior, a formação e a evangelização".
A inauguração do evento esteve a cargo do
Cardeal Juan Luis Cipriani, que em suas palavras ressaltou que "a
Igreja, confortada pela presença de Cristo, caminha no tempo rumo
à consumação dos séculos... Mas neste caminho,
procede percorrendo de novo o itinerário realizado pela Virgem
Maria, que avançou na peregrinação da fé e
manteve fielmente a união com seu Filho até a cruz".
"Eu peço a Ela, ao inaugurar este Congresso, - disse mais
adiante - aumenta-nos a fé; mostra-nos o caminho de encontro com
Cristo". O purpurado chamou a atenção também sobre a presença real do mal no mundo. "Essas forças do mal - disse - conseguiram estruturar praticamente um tecido; o secularismo agressivo pretende dessacralizar o mistério da Igreja; pretende criar um clima de relativismo moral cada vez mais cínico, mais ofensivo; pretende dissolver inclusive a lei natural e pretende instalar praticamente uma nova religião". Frente a esta realidade devemos responder com uma "obediência de fé", da qual Maria é exemplo paradigmático. "Agradeço oficialmente ao Sodalitium - disse no final de suas palavras - que através de Vida e Espiritualidade, acolhendo este convite do Santo Padre, promova este Congresso Mariano. É uma resposta dentro da Igreja local de Lima que agradeço com profunda gratidão". Previamente à conferência dada por Dom Antonio Cañizares, foi apresentado um vídeo intitulado "Santa Maria, da Primeira à Nova Evangelização", que através de textos e imagens apresentou a história mariana na Evangelização, como desde a Virgem do Pilar, advocação sob a qual se realizou a primeira Evangelização na América Latina, Maria está presente na história da fé destes povos e forma parte da própria identidade deste 'Povo Continente'. "Maria, Estrela da Nova Evangelização" foi o tema sobre o qual falou o Primado da Espanha em sua conferência. Falando da primeira Evangelização, observou que "em nome de Deus e de Santa Maria começou aquele venturoso caminho, para a difusão do Evangelho, e em seu nome se desenvolveu e se fez possível. Tudo foi mariano naquele caminho e naquela obra. A fé nestas queridíssimas terras irmãs está marcada profundamente por um grande amor e por uma grande devoção, filial e terna a Maria. Não se pode separar dela, está enraizada nela". Logo depois de falar da importância da primeira aparição e advocação mariana na América Latina, afirmou que "como Guadalupe, os outros santuários marianos do continente são sinais do encontro da fé da Igreja com a história latino-americana". "Maria foi, é e será Estrela da Evangelização", em especial neste tempo, "diante do desafio e da urgência de uma Nova Evangelização".
Frente a esta realidade, o Primado da Espanha convocou a que "anunciemos Jesus Cristo com obras, em nosso trabalho, em nossas famílias, em nossa vida na sociedade, em nossas realidades cotidianas, que sejam sinal de que somos de Jesus Cristo e pertencemos a Ele. Desta maneira seremos como Maria". "Que a Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização, seja a luz e o farol nestes momentos. Seguindo-a é certo que chegaremos a bom porto" - concluiu. Santa Sé: não existe uma "clonagem terapêutica" Roma, 9 (NE - eclesiales.org) Dom Ellio Sgreccia, Vice-presidente da Pontifícia Academia para a Vida, concedeu recentemente uma entrevista à Rádio Vaticano na qual falou sobre o tema de uma possível "clonagem terapêutica" em oposição à "clonagem reprodutiva". "É reprodutiva - acrescentou - caso o embrião seja reproduzido só para matá-lo, ou quando seja reproduzido para fazê-lo nascer e viver entre os demais". Nesse caso, a chamada clonagem "terapêutica" seria um termo equívoco, que esconderia "uma forma ainda mais grave" de clonagem. O Prelado defendeu também a posição da Santa Sé de abrir a possibilidade ao uso de células tronco adultas em lugar das de embriões humanos em possíveis tratamentos para doenças como Parkinson ou Alzheimer. "Que as células tronco provenientes de embriões possam ser tão milagrosas como dizem não foi provado, enquanto que a utilização de células tronco adultas, segundo foi provado por centenas de artigos científicos, já apresentam seus primeiros resultados". O oficial do Vaticano ressaltou também que utilizar células tronco de embriões é usar um ser humano para fazer uma medicina para outro ser humano. "Trata-se de uma coisa não somente inútil, como também absurda" - exclamou. "Se é estabelecido o princípio de que para curar uma doença se pode matar outro indivíduo humano, este princípio que reduz o ser humano a um meio, instrumento, fármaco, torna-se um delito de uma gravidade tal que não foi sequer alcançada pelas formas mais cruéis das que assistimos no século passado nos campos de concentração". Cadeia norte-americana distorce documento do Vaticano para acusar a Igreja Washington, 9 (NE - eclesiales.org) A agência católica norte-americana "Catholic World News" denunciou há alguns dias uma reportagem televisiva difundida pela cadeia 'CBS Network' por distorcer um documento Vaticano de 1962 acusando assim a Igreja de ocultar crimes de abuso sexual. Em uma "reportagem sensacionalista", como o chamou CWNews, a cadeia CBS anunciou no dia 6 de agosto passado que tinha descoberto um documento 'secreto' aprovado pelo Vaticano que aprova - e inclusive exige - uma política de encobrimento dos abusos sexuais de clérigos. Entretanto, segundo afirmou CWNews "a história da cadeia distorce de tal modo o documento do Vaticano que é difícil atribuir a imprecisão a um erro honesto". O documento, publicado em março de 1962 pelo Cardeal Ottaviani, Prefeito do então chamado Santo Ofício (hoje a Congregação para a Doutrina da Fé) tem como título "Instrução sobre o modo de proceder em casos de crime de solicitação", e como se pode perceber desde então, refere-se especificamente ao crime eclesiástico de "solicitação", ou seja, se o sacerdote utiliza o âmbito do Sacramento da Confissão para tentar o penitente ao intercâmbio sexual. Nesse caso, e para proteger o sigilo Sacramental, assim como a reputação do penitente e de sacerdotes inocentes, a instrução ordena o silêncio. É importante notar que não se tenta proteger o sacerdote culpado, que, segundo o documento, deve ser severamente punido e removido de seu ministério. Além disso, não se ordena o silêncio de qualquer caso de abuso sexual, como firma a reportagem, mas somente no caso já mencionado. Deve-se acrescentar também que o silêncio a que se refere o documento é somente a proibição de revelar as atas e os dados de um processo canônico de "solicitação", pois por tudo o demais o fiel abordado sexualmente por um sacerdote no âmbito da confissão "tem o deve solene" de apresentar cargos canônicos contra o sacerdote e pode acusá-lo no âmbito civil por abuso sexual. Por seu lado, o Arcebispo Julian Herranz, presidente do Pontifício Conselho para a Interpretação dos Textos Legislativos, explicou que "os juristas sabem que quando uma matéria é reordenada, os procedimentos anteriores são suspensos". Por esse motivo a legislação anterior foi automaticamente substituída pelo Código de Direito Canônico de 1983 e pelas normas emitidas pelo Vaticano em 2001. O porta-voz da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, por sua vez, insistiu em que o documento de 1962 "trata da violação do sigilo sacramental e não diz nada em relação aos crimes civis". As conquistas da ciência não podem ser indiferentes à Igreja, afirma o Santo Padre Roma, 8 (NE - eclesiales.org) Desde o último 5 de agosto o Santo Padre teve em sua residência em Castelgandolfo o décimo segundo Seminário de estudos sob o título "Ciência, Religião, História". Segundo informou o Vaticano, participaram, este ano, cerca de vinte estudiosos poloneses. No fim do seminário, o Santo Padre ofereceu uma missa na sua Capela privada pelos participantes e depois pronunciou um discurso no qual agradeceu pela reunião, "a qual nos uniu nesses dias na busca da verdade". "Agradeço a Deus -disse o Santo Padre- que pela décima segunda vez podemos reunir-nos aqui para meditar sobre o problema acerca das grandes questões que decidem a especificidade da cultura humana". Logo após fazer referência a sua Encíclica Fides et Ratio, na qual tratou anteriormente estes temas, afirmou que "na cultura contemporânea não se pode esquecer as perguntas fundamentais sobre o sentido e sobre a verdade, sobre a beleza e sobre o sofrimento, sobre o infinito e sobre a contingência". Explicou que o Seminário "expressou simbolicamente o vínculo entre a Igreja e a Academia", "vínculo particularmente importante nessa época de grandes mudanças culturais" - acrescentou. O Papa insistiu também na necessidade de "promover uma grande solidariedade de espírito com todos aqueles que estão a serviço do pensamento", explicando que "não podem ser indiferentes à Igreja as conquistas da ciência que surgiu e se desenvolveu no âmbito da influência cultural da cristandade". O Pontífice continuou afirmando que "é necessário também recordar que a verdade e a liberdade estão unidas inseparavelmente na grande obra da edificação da cultura a serviço do pleno desenvolvimento da pessoa humana. Recordando as palavras de Cristo 'a verdade os fará livres' ansiemos edificar a cultura evangélica livre das ilusões e das utopias, que atraíram tantos sofrimentos no século XX". João Paulo II terminou o seu discurso falando do "sentido da responsabilidade cristã pelo futuro da cultura", que "permite criar uma grande harmonia de vida que aponta Cristo como fonte de todo bem". Itália: batizado o "Monte dos Papas João Paulo II e Pio XI" Roma, 8 (NE-eclesiales.org) "Monte dos Papas João Paulo II e Pio XI" é o novo nome do antes chamado Monte Chetif, monte de 2.328 m que fica no Valle de Aosta, na Itália. O monte recebeu seu novo nome em homenagem aos dois papas que ali estiveram: S.S. Pio XI sendo ainda sacerdote, e S.S. João Paulo II, já papa, nas suas férias de setembro de 1986. A cerimônia oficial se realizou em 6 de agosto passado e entre os presentes estiveram, além de autoridades civis, Dom Giuseppe Anfossi, Bispo de Aosta e párocos da região. O Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, assinalou que o feito recorda "o vínculo inseparável que une a fé cristã com a Europa" num telegrama que enviou em nome do Santo Padre ao bispo de Aosta. Igreja em Portugal apoia vítimas dos incêndios Lisboa, 8 (NE - eclesiales.org) A Igreja em Portugal vem desdobrando amplos esforços para brindar apoio à população portuguesa frente aos incêndios que assolam o país de norte a sul afetando múltiplos povos no que constitui uma das piores catástrofes em vários séculos. A Conferência Episcopal Portuguesa publicou uma nota assinada pelo Cardeal Patriarca de Lisboa e Presidente da dita Conferência Episcopal intitulada "Fraternidade e Tragédia: a Urgência da Esperança" na qual apela "à solidariedade de todos os católicos de Portugal, na partilha fraterna, no acolhimento solidário, na presença amiga e consoladora". A nota recorda a ampla ajuda que vem prestando Cáritas e dedica também palavras de gratidão aos milhares de bombeiros que dão um exemplo de abnegação sem limites, pedindo que as proporções dramáticas dos incêndios levem à sociedade, começando pelo Estado, a apoiar os bombeiros proporcionando-lhes condições à altura das tarefas que enfrentam. Diante dos atos irresponsáveis que vêm ocasionando os incêndios a mensagem conclui com um apelo ao respeito pela natureza, o qual é "parte constitutiva da fé cristã". O Pe. Manuel Silva, capelão-mor dos bombeiros portugueses afirmou que "fisicamente os bombeiros estão esgotados, mas a capacidade de estarem ao serviço dos outros, voluntariamente, numa situação tão delicada como esta manifesta a força do seu espírito". O sacerdote afirma que os bombeiros não são mais porque "voluntários, muitas empresas não os deixam sair", mas disse a respeito da efetividade, "o fato de que sejamos voluntários gera um calor humano que nos faz ainda melhores". "Há muitos bombeiros que chegaram a tirar estes dias de férias para estarem ao serviço dos outros", asseverou. Foi lançada uma campanha nacional designada "Cáritas Ajuda Portugal", com o apoio da Rádio Renascença. Maria Francisca de Carvalho, da direção da Cáritas portuguesa, afirmou que "em poucos dias de campanha temos tido muitos telefonemas a perguntar como se pode ajudar. As pessoas estão sensibilizadas". Os donativos obtidos são postos à disposição das Cáritas diocesanas, colaborando de forma estreita também com as corporações de bombeiros para disponibilizar toda ajuda às famílias afetadas pelo flagelo. Há várias iniciativas da parte das Igrejas locais para ajudar os afetados. O Bispo de Algaverde, Dom Manuel Madureira Dias, escreveu aos seus párocos para pedir uma onda de solidariedade. "Importa abrir nosso coração às vítimas, sobre tudo aquelas que perderam seus bens e até pessoas de seu agregado familiar", disse o prelado. Dom Augusto César, Bispo de Portalegre-Castelo Branco, diocese das mais afetadas por incêndios, afirmou que "a Igreja Diocesana será solidária com todos" e está impulsionando a criação de "núcleos-cáritas" com os jovens para responder às necessidades mais urgentes. O Arcebispo Primado emérito de Braga, Dom Eurico Dias Nogueira, propõe que cada português, desde os mais modestos até os mais ricos, doe um dia de seu salário aos afetados pelas catástrofes. João Paulo II celebra Missa em memória do Papa Paulo VI Roma, 7 (NE - eclesiales.org) O Santo Padre celebrou ontem de manhã, Festa da Transfiguração do Senhor, a Santa Missa em memória de seu predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, no XXV aniversário de seu trânsito à Casa do Pai, ocorrido em Castel Gandolfo em 6 de agosto de 1978. No início da Missa, celebrada na capela particular de sua residência de Castel Gandolfo, o Santo Padre dirigiu-se aos fiéis: "Celebramos hoje a Festa litúrgica da transfiguração do Senhor. Neste mesmo dia -acrescentou - recordamos a pia morte do servo de Deus Papa Paulo VI. Fazemo-no nesta Santa Missa, na qual Cristo volta a apresentar sobre o altar seu Sacrifício redentor." "Mysterium fidei" - exclamou Santo Padre, citando as palavras iniciais da "memorável encíclica" que Paulo VI dedicou à Eucaristia no terceiro ano de seu Pontificado. Continuou referindo-se a seu predecessor, "devotíssimo mestre da doutrina e do culto à Eucaristia", que "definia a presença sacramental de Cristo no Sacrifício eucarístico como presença 'verdadeiramente sublime', que 'constitui em seu gênero o maior dos milagres'". "Com quanta fé e solicitude Paulo VI instruiu o Povo de Deus sobre este mistério central da fé católica!", acrescentou. Finalizou ressaltando que "na festa da Transfiguração pedimos na liturgia que 'o Pão do Céu... nos transforme em imagem de Cristo'. (Oração depois da Comunhão). Paulo VI também pediu isto em seu tempo. Isto pedimos nós para ele, para que, contemplando sem véu o rosto de seu Senhor, goze para sempre a visão de sua glória". Papa envia mensagem à reunião internacional de Escoteiros realizada na Polônia Roma, 7 (NE - eclesiales.org) Por ocasião do "Eurojamboree" - a assembléia da "União Internacional de Guias e Escoteiros da Europa", realizada na Polônia, o Papa João Paulo II enviou uma mensagem de "cordial saudação", assim como o testemunho de sua "profunda unidade na oração". Lembrando o tema da reunião, "Duc in altum", o Pontífice disse que estas palavras de Jesus a Pedro "convidam a aprofundar no caminho espiritual proposto aos cristãos do mundo inteiro ao terminar o Grande Jubileu do Ano 2000 e aos jovens, em Toronto, no ano seguinte". O Papa exortou os participantes a "responder com generosidade ao chamado de Cristo que os convida a ir em águas mais profunda e tornar-se testemunhas". "Esta missão que a Igreja lhes confia requer antes de tudo que se cultive uma autêntica vida de oração, alimentada pelos Sacramentos, especialmente pela Eucaristia e a Confissão". "A experiência 'escoteira' - disse mais adiante - é um caminho de grande valor por permitir a educação integral da pessoa... Pode eficazmente favorecer a acolhida da exigência da vocação cristã: ser 'sal da terra e luz do mundo'". Referindo-se ao primeiro encontro europeu dos escoteiros, realizado na Catedral de Notre Dame em Paris, o Santo Padre disse que "desde então o Fiat com o qual Maria respondeu à vontade de Deus tornou-se um elemento central na espiritualidade dos Guias e dos Escoteiros da Europa, de modo particular através da oração do ângelus e do Terço". "Que estes momentos de oração mariana neste ano consagrado à Virgem do Rosário - acrescentou João Paulo II - possam continuar preenchendo vossas jornadas, reavivando em vossos corações a memória das maravilhas da obra da Redenção realizada em nosso favor por Cristo". Telegrama do Santo Padre pelas vítimas da explosão em Jacarta Roma, 7 (NE-eclesiales.org) Ontem à tarde o Cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, enviou em nome do Santo Padre um telegrama ao Cardeal Julius Riyadi Darmaatmadja, Arcebispo de Jacarta, pelas vítimas do recente atentado nesta cidade. Na mensagem, escrita em inglês, o Prelado disse que "profundamente entristecido pela notícia da trágica explosão no hotel Marriot em Jacarta, Sua Santidade, o Papa João Paulo II oferece fervorosas orações pelas vítimas, por seus familiares e por todos aqueles que foram feridos". "Sobre a marca desta insensata perda de vidas, -continua a mensagem- o Santo Padre apela a todas as pessoas para que trabalhem pela paz e a harmonia. Ele reza por todos os que foram arrebatados por esta tragédia e implora a Deus Onipotente o dom da fortaleza e do conforto para todos aqueles que estão de luto". Segundo informaram as autoridades locais, o atentado ocorrido em 5 de agosto passado deixou pelo menos 17 mortos e 152 feridos. Dois novos sacerdotes do Sodalitium foram ordenados em uma Missa solene
Entre os presentes estavam o Fundador e Superior Geral do Sodalício de Vida Cristã, D. Luis Fernando Figari, assim como um grande número de membros da Família Sodálite, junto aos padres, irmãos, familiares e amigos dos novos presbíteros. A participada celebração ocorreu no templo Nossa Senhora da Reconciliação, na capital peruana, no dia em que a Igreja celebra a festa da Transfiguração do Senhor.
Lembrou-lhes de que "não são os critérios humanos a medida de nosso pensar e de nosso agir, mas essa Sabedoria de Deus que não é outra coisa que a Sabedoria que nos é mostrada em Jesus Cristo, a qual Deus desde as nuvens nos convida a escutar e acolher, a Sabedoria da Cruz - a Transfiguração é antecipação da glória que vem pela Cruz - a única capaz de salvar o mundo, de outorgar-lhe razão e saber, reto juízo e autêntico e justo proceder". Ao finalizar a Eucaristia, antes de dar a benção final, Dom Antônio Cañizares felicitou as famílias dos novos sacerdotes, afirmando que "do seio das famílias, das famílias cristãs, é onde surgem as vocações. Necessitamos dessas famílias".
O Padre Teullet, limenho de 31 anos, realizou seus estudos de Filosofia e Teologia na Faculdade de Teologia Pontifícia e Civil de Lima. O Padre Alvarado nasceu na província de Callao há 35 anos. Realizou seus estudos de Filosofia e Teologia em centros universitários de Lima, Medellín e na Universidade Gregoriana de Roma. João Paulo II faz lembrar dois grandes Papas: Pio X e Paulo VI Roma, 6 (NE - eclesiales.org) O Santo Padre, na audiência geral desta terça-feira em Castelgandolfo, recordou dois grandes papas: São Pio X, por ocasião do 100º aniversário de sua eleição papal celebrada na segunda-feira passada, e Paulo VI, no 25º aniversário de seu trânsito à Casa do Pai.
Falou mais demoradamente do "servo de Deus Paulo VI", em especial de seu "testamento espiritual". "Na última Audiência geral, -recordou João Paulo II- a quatro dias de sua morte, terça, 2 de agosto, tinha falado aos peregrinos da fé, como força e luz da Igreja. E no texto preparado para o Angelus do 6 de agosto, que não pôde pronunciar, voltando o olhar para Cristo transfigurado, tinha escrito: 'A luz que lhe inunda é e será também nossa parte da herança e de esplendor. Estamos chamados a compartilhar tão grande glória, porque somos partícipes da divina natureza'".
Explicando esta citação, disse João Paulo II que "para o crente a morte é como o 'amém' final de sua existência terrena. Assim foi certamente para o servo de Deus Paulo VI, que na 'grande passagem' manifesta sua mais elevada profissão de fé. Ele que, no encerramento do ano da Fé, tinha proclamado com solenidade o "Credo do Povo de Deus", o selou com o último personalíssimo "amém", como coroação de um compromisso com Cristo que tinha dado sentido a toda a sua vida". "Pensando naquilo que ele mesmo escreveu sobre nossa época -disse referindo-se a Paulo VI- que nela mais crédito têm os testemunhos que os mestres, com devoto reconhecimento queremos recordá-lo como autêntica testemunha de Cristo Senhor, enamorado da Igreja e sempre atento a perscrutar os sinais dos tempos na cultura contemporânea. Pontifícia Academia para a Vida: Transgênicos não são imorais em si Roma, 6 (NE-eclesiales.org) O Vice-presidente da Pontifícia Academia para a Vida, Dom Elio Sgreccia, que também é diretor do Centro de Bioética da Universidade Católica do "Sacro Cuore", concedeu uma entrevista à Rádio Vaticana na qual falou do tema dos alimentos transgênicos. Disse que "não se deve fechar as portas à intervenção do homem sobre as plantas e animais, inclusive no campo genético, se esta resulta isenta de danos e útil para o homem". "Uma coisa é o discurso bioético a respeito de animais e plantas, e outro o que se refere às biotecnologias sobre o homem"- explicou. Acrescentou também que nesse campo deve haver sempre uma verificação objetiva e científica dos riscos, "o assim chamado princípio de precaução". Assinalou, além disso, que deve ser considerado o equilíbrio ecológico e o respeito à biodiversidade, que considera "uma riqueza de todos". Outro ponto a considerar sobre a modificação genética do qual falou é o necessário respeito à ética econômica a nível internacional. Falando em termos mais gerais, disse que "o segredo está em unir a ciência, com sua indubitável capacidade de avançar, de verificar a verdade objetiva, de caráter experimental, e a ética, que confronte os recursos da ciência com os valores humanos e com a pessoa, que deve estar no centro". Congresso Mariano reunirá em Lima líderes católicos da América e Europa Lima, 6 (NE-eclesiales.org) Mais de mil pessoas, entre Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos da América e Europa se reunirão em Lima de 8 ao 10 de agosto para participar no Congresso "Maria Estrela da Nova Evangelização", organizado pelo Instituto Vida e Espiritualidade por ocasião do ano do Rosário, proclamado pelo Papa João Paulo II em outubro de 2002. O Congresso contará com a presença de várias personalidades eclesiásticas. Entre os expositores estarão, além do Arcebispo de Lima, Cardeal Juan Luis Cipriani, Dom Antonio Cañizares, Arcebispo de Toledo e Primado da Espanha; Dom Felipe Bacarreza, Bispo Auxiliar de Conceição (Chile); Dom José Antonio Eguren, Bispo Auxiliar de Lima; R.M. Consuelo Perales, Superiora Geral das Madres Canonesas da Cruz; e D. Luis Fernando Figari, Superior Geral do Sodalício de Vida Cristã. Segundo informou o Instituto Vida y Espiritualidad, "O Congresso Mariano busca ser um espaço de reflexão em torno a Santa Maria e sua vital importância na vida da Igreja e do cristão de hoje". Por ocasião do Congresso dar-se-á também a estréia oficial na América Latina do trailer do filme "The Passion" de Mel Gibson. Icon Productions enviou a Vida y Espiritualidad uma saudação de Mel Gibson para os assistentes e um trailer especial de 3 minutos e 40 segundos que apresenta as primeiras imagens públicas do filme que narra as últimas horas da vida de Jesus. Para maiores informações sobre o Congresso Mariano, ver http://www.congressomariano.com Lima: Mostra de arte colonial mariana Lima, 6 (NE - eclesiales.org) Mais de vinte pinturas coloniais com motivos marianos serão exibidas a partir de 8 de agosto em Lima, no Museu Pedro de Osma por ocasião da mostra "A Virgem do Rosário na Arte do Vice-Reino". A mostra, organizada pela Associação Cultural Círculo de Encontro (www.circuloencuentro.com), estará aberta ao público durante todo o mês de agosto e faz parte das atividades pelo Congresso Mariano "Maria, Estrela da Nova Evangelização". As pinturas selecionadas buscam plasmar a reflexão em torno à Virgem Maria em razão da proclamação do ano do Rosário, feita pelo Papa João Paulo II em outubro de 2002. A exposição será inaugurada em 7 de agosto às 19h30 por Dom Rino Passigato, Núncio Apostólico no Peru e Pedro Gjurinovic, diretor do Museu Pedro de Osma. Vaticano investiga o tema dos alimentos geneticamente modificados Roma, 5 (NE - eclesiales.org) O Presidente do Pontifício Conselho "Justiça e Paz", Dom Renato Martino, afirmou em uma nota de imprensa que seu dicastério pensa em convocar nos próximos meses uma reunião para discutir e aprofundar no tema dos alimentos geneticamente modificados (OGM). As modificações genéticas feitas nos alimentos buscam torná-los mais resistentes às enfermidades ou pragas, assim como aumentar sua capacidade alimentícia e o volume e número das colheitas por ano. Embora haja muitos grupos fazendo pesquisas nesta linha, é também grande a pressão contrária que exercem os ecologistas. Na reunião que vai convocar, a Santa Sé quer escutar especialistas, assim como pessoas interessadas no assunto, para depois "tirar as oportunas conclusões". Dom Roberto Martino expressou que sua opinião pessoal, assim como a do Dicastério, é a que manifestou em nome da Santa Sé na Conferência Ministerial sobre a Ciência e a Tecnologia na Agricultura, realizada em junho na Califórnia (Estados Unidos). "O problema da fome no mundo interpela a consciência do homem e em particular a dos cristãos", afirmou Dom Martino, acrescentando que "a Igreja Católica acompanha com particular interesse e solicitude todo progresso da ciência que ajude à solução de um drama que aflige a uma parte tão grande da humanidade". Celebrações pelos 100 anos da eleição papal de S. Pio X Roma, 5 (NE - eclesiales.org) Há cem anos, em 4 de agosto de 1903, os Cardeais elegiam Giuseppe Sarto o novo Pontífice da Igreja. O novo Papa, que por 11 anos guiaria a Barca de Pedro, escolheu então o nome de Pio X. Para celebrar este aniversário, começou neste sábado na região de Riese, terra natal do último papa proclamado santo, um ciclo de celebrações que durará até 21 de agosto, dia da festa litúrgica de São Pio X na qual o Arcebispo de Turim, Dom Severino Poletto, presidirá a Missa em Riese. Entre as atividades está incluída uma peregrinação a Roma com uma Missa perante o altar onde repousam os restos do santo Pontífice, assim com uma audiência com o Papa João Paulo II em Castelgandolfo. Giuseppe Sarto foi ordenado sacerdote em 18 de setembro de 1858, aos 23 anos e em 1884 foi ordenado Bispo para a Diocese de Mantua. Em 1893, Leão XIII lhe concedeu o capelo Cardenalício e o trasladou para Veneza. Com a morte de S.S. Leão XIII, ocorrida em 20 de julho de 1903, o Cardeal Giuseppe Sarto seria eleito papa, assumindo o lema de "instaurar tudo em Cristo". Foi uma época difícil a que lhe tocou viver como Pontífice. Em suas próprias palavras: "Nosso mundo sofre um mal: o afastamento de Deus. Os homens se afastaram de Deus, prescindem dEle no ordenamento político e social. Tudo o mais são claras conseqüências dessa postura". Durante seu pontificado, se preocupou intensamente com a santidade do clero, com a música litúrgica, em promover a devoção à Eucaristia, entre outras coisas, permitindo a comunhão diária aos fiéis e adiantando a idade para receber a primeira Comunhão, que passou a ser recebida por crianças. Impulsionou a publicação de um Novo Catecismo, assim como do Novo Código de Direito Canônico, projeto que terminou em 1917 sob Benedito XV. Foi também Pio X quem fundou o Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Card. Rouco Varella: "Os mártires constituem os sinais luminosos por excelência do caminho da esperança na Europa contemporânea" Madri, 5 (NE - eclesiales.org) "João Paulo II quis presentear à Igreja na Europa um instrumento pastoral extraordinariamente lúcido para que possa encontrar seu caminho de servidora do Evangelho na encruzilhada de uma decisiva e nova época da história européia", afirmou em sua mensagem semanal o Arcebispo de Madri referindo-se à Exortação Apostólica "Ecclesia in Europa". O Cardeal ressaltou que "o Papa nem esconde nem minimiza a gravidade da situação cultural, social, humana e espiritual da Europa atual, ameaçada pela 'perda da memória e da herança cristã', e afetada 'amiúde por um obscurecimento da Esperança' ao tentar 'fazer prevalecer uma antropologia -quer dizer, uma concepção e uma realização do homem-; sem Deus e sem Cristo'". Mas ao mesmo tempo recordou que o Pontífice "tampouco oculta os sinais da esperança que podem ser detectados dentro da comunidade eclesial e também na própria sociedade civil européia", acrescentando que "destaca, sobretudo, o martírio de seus numerosos filhos do século XX, tanto no Leste como no Oeste, que não duvidaram em dar a vida por Cristo". "Os mártires constituem os sinais luminosos por excelência do caminho da esperança na Europa contemporânea", afirmou o Cardeal. Falando ainda da Igreja na Europa, afirmou também que nela "o Papa traça então um detalhado e excepcional programa pastoral de anúncio, celebração e serviço do 'Evangelho da Esperança', que o II Sínodo Especial para Europa lhe havia pedido, recordando como premissa prévia que somente será realizável desde uma nítida e plena confissão de fé em Jesus Cristo, o único que torna possível e acessível a esperança ao revelar-nos o Mistério da Trindade: o amor criador e redentor de Deus que nos salva. O que contribui, primeiro, para renovar esta confissão da fé católica em Jesus Cristo, Salvador e Redentor do homem, reconhecendo-o vivo e vivente em sua Igreja; e, segundo, para propiciar em seu seio um grande Movimento de conversão interior no qual participem todos os fiéis: Bispos e presbíteros, consagrados e fiéis leigos". Lei educativa na Indonésia põe em risco a educação católica Roma, 5 (NE - elcesiales.org) Foi aprovada na Indonésia uma controvertida reforma na lei educativa, segundo a qual nas escolas católicas se deve oferecer aos alunos não-cristãos aulas de religião com professores de sua própria religião. Tal medida foi acolhida com preocupação pela comunidade católica que teme pela autonomia e pela identidade das escolas confessionais. Uma circular da Comissão episcopal para a educação católica precisa que "os direitos devem ser entendidos como a possibilidade de escolher. A existência do direito do estudante a uma certa educação não significa que se transforme em uma obrigação que uma instituição determinada deve cumprir". A circular recorda também que a nova lei reconhece o direito de reger os institutos escolares "em sintonia com o próprio caráter religioso, social, ambiental e cultural". Por esse motivo, a Conferência Episcopal recomendou às escolas católicas que continuem com a prática até então vigente de somente dar aulas de religião católica, e pedir aos não-católicos que queiram matricular seus filhos que firmem um documento em que digam estar de acordo, segundo as normas da legislação anterior. Papa convida a um renovado compromisso frente ao desafio da secularização Roma, 4 (NE - eclesiales.org) No Angelus que rezou com os peregrinos em Castelgandolfo neste domingo, o Santo Padre recordou as raízes cristãs da Europa, continente que "nos dois últimos milênios, mais que todos os demais, esteve marcado pelo cristianismo". "De suas terras -acrescentou o Pontífice- se elevou incessante o louvor a Cristo, Senhor do tempo e da história. O Batismo e os outros sacramentos consagraram as etapas da vida de inumeráveis crentes. A Eucaristia, especialmente no Dia do Senhor, nutriu sua fé e seu amor; a Liturgia das Horas e muitas formas populares de oração articularam seu ritmo diário". Explicitando que embora nada disso tenha diminuído em nosso tempo, afirmou que é indispensável "um compromisso renovado frente ao desafio da secularização, para que toda a existência do crente seja um verdadeiro culto espiritual agradável a Deus". Dentro deste contexto, insistiu em que "se deve reservar particular atenção a salvaguardar o valor do Domingo, Dies Domini", que é "símbolo por excelência do que o cristianismo representou e representa para Europa e para o mundo: a perene proclamação da Boa Nova da ressurreição de Jesus, a celebração de sua vitória sobre o pecado e sobre a morte, o compromisso pela plena liberação do homem". Terminou com uma referência a Maria, "à qual estão dedicadas tantas Igrejas e capelas nas várias regiões da Europa" e que "faz sentir sua proteção sobre toda a população do Continente". João Paulo II: Mensagem à Associação Guias e Escoteiros Católicos Italianos Roma, 4 (NE - eclesiales.org) O Santo padre enviou no dia 28 de julho uma mensagem à Associação de Guias e Escoteiros Católicos Italianos (AGESCI), por ocasião de seu Acampamento nacional que se realizou nas localidades de Avellino, Cagliari, Perugia e Turim. "Desejo retomar um dos temas formativos queridos por vocês, -disse em sua mensagem o Santo Padre- que é a importância que deve revestir o contínuo aprofundamento na fé, valorizando o amor e o respeito pela natureza: trata-se de uma tarefa que hoje se impõe a todos com urgência, mas que os escoteiros vivem sempre, movidos não por um vago "ecologismo", mas pelo sentido de responsabilidade que deriva da fé. O cuidado pelo criado, de fato, é um aspecto característico do compromisso cristão no mundo". "Ali onde tudo fala do Criador e de sua sabedoria -prossegue o Santo Padre- das majestosas montanhas aos encantadores vales floridos, vocês aprendem a contemplar a beleza de Deus, e sua alma, por assim dizer, "respira", abrindo-se ao louvor, ao silêncio e à contemplação do mistério divino". Mais adiante o Santo Padre fez um paralelo dos acampamentos com a transfiguração de Jesus diante de Pedro, São Tiago e João, explicando que, "guardadas as devidas proporções", assim como no Monte Tabor, "trata-se de momentos fortes nos quais, favorecidos pelo ambiente natural, vocês têm uma significativa experiência de Deus, de Jesus e da comunhão fraterna. Tudo isso prepara-os para a vida, para edificar seus projetos mais laboriosos sobre a fé e a superar as crises com a luz e a força que vêm do Alto". Antes de terminar, encomendando os participantes à proteção da Mãe, o Papa recordou que "o caminho 'escoteirista' da AGESCI busca formar a personalidade dos meninos, dos jovens e dos adultos segundo o modelo evangélico", e se pode resumir na palavra "serviço", segundo aquilo de "há mais alegria em dar que em receber" (At 20,35). Peru: "a universidade para pessoas maiores de 50 anos" Arequipa, 4 (NE - eclesiale.org) "A universidade para pessoas maiores de 50 anos" é o lema de um inovador projeto da Universidade Católica San Pablo de Arequipa (Peru): A "Classe do Saber". Segundo informou a Universidade, "trata-se de um espaço no qual as pessoas mais velhas possam relacionar-se com seus pares em torno de um objetivo comum, adquirir novas experiências para aportar ao grupo familiar, manter sua autonomia e independência e compartilhar com as gerações mais jovens em um ambiente acadêmico acolhedor e alegre". No fundo, junto com o principio de ter à pessoa humana como centro de sua educação, está a convicção de que as pessoas mais velhas vivem uma época rica em experiências e sabedoria, e de que sua participação ativa nas diversas manifestações da vida social é uma contribuição indispensável para o crescimento harmônico de uma sociedade justa e reconciliada. A "Classe do Saber", através de cursos e oficinas de formação, busca promover essa participação ativa das pessoas maiores em diferentes áreas de seu interesse: culturais, históricas, artísticas, sanitárias, sociais, psicológicas, recreativas, demográficas, econômicas e outras. O programa tem uma duração de 4 semestres acadêmicos e o primeiro grupo começará suas atividades em meados de agosto. Shangai: Depois de 50 anos, exposição de relíquias de Mateo Ricci Roma, 4 (NE - eclesiales.org) É a primeira vez desde a expulsão dos missionários da China, em 1949, que se realiza em Shangai uma exposição dedicada ao Pe. Matteo Ricci. Segundo informou a agência Fides, o governo da metrópole chinesa consentiu em mostrar as relíquias que fazem referência à permanência do evangelizador em Shangai, objetos que lhe pertenceram e que não puderam ser levados pelos missionários ao sair do país. Assim, junto com a exposição de Macerata, cidade Natal de Matteo Ricci, está sendo realizada em Shangai uma mostra sobre a vida e a obra deste grande missionário. Entre os objetos expostos se encontram originais de textos e documentos escritos no s. XVI pelo P. Ricci, assim como textos que levou consigo à China, gráficos, retratos e objetos da época Ming. A mostra, que permanecerá aberta durante duas semanas, está despertando grande interesse no público, não somente cristão, mas também em intelectuais e pesquisadores chineses que reconhecem o missionário jesuíta no papel de ponte entre a cultura ocidental e oriental. O evento está acontecendo na Biblioteca de Shangai, que faz parte de um complexo de escolas, Igrejas e orfanatos, construído pelos padres jesuítas no s. XIX, depois confiscado pelo Estado em meados do século passado. Arcebispo Angelo Amato: entrevista sobre novo documento Roma, 2 (NE - eclesiales.org) O Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Angelo Amato, falou em uma entrevista à Rádio Vaticana sobre o recente documento de tal Congregação, "Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais". Segundo o Prelado, o documento tem sua origem principalmente em considerações de ordem racional, antropológica, social e jurídica com respeito à natureza do matrimônio e de sua importância para o homem, para a vida e para a sociedade. "Este tema - acrescentou - é muito debatido hoje em algumas nações, sobretudo do considerado 'mundo avançado': por exemplo, no Canadá, nestes dias, este tema está sendo debatido desde um ponto de vista legal e portanto a Igreja deve fazer presentes suas razões e motivações". Ao responder à pergunta com respeito ao subjetivismo moral de hoje, respondeu explicando que "há afirmações e opções que não podem ser deixadas para a simples opção pessoal", fazendo o paralelo com alguém que decida dirigir pela esquerda, indo na contra-mão: "se é outorgada essa possibilidade, é criado o caos". "Se aplicamos - explicou - este exemplo à realidade tão importante do matrimônio, da família, da educação dos filhos, do nascimento dos filhos, se aplicamos o 'faça o que quiser' ético neste campo, a sociedade se dissolve, se perde o conceito natural próprio da família". Dom Amato recordou mais adiante que, frente ao fenômeno "intrinsecamente desordenado" do homossexualismo, "a Igreja propõe uma pastoral para estas pessoas que as leve a buscar e inclusive a recuperar o correto comportamento afetivo". É a hora dos leigos missionários, afirma Arcebispo do México México, 2 (NE - eclesiales.org) Por ocasião da clausura do Congresso Guadalupano que celebrou o primeiro aniversário da canonização de São Juan Diego, o Cardeal Norberto Rivera presidiu uma Eucaristia na Basílica de Guadalupe, na qual concelebraram vários bispos e sacerdotes, entre os quais o Núncio Apostólico, Dom Giuseppe Bertello, e o Arcebispo emérito do México, Dom Ernesto Corripio, e na qual participaram várias etnias do México, com danças, cantos, estandartes e indumentárias próprias. Em sua homilia, o Card. Rivera, citando o Santo Padre João Paulo II, exortou aos mexicanos a que "assumam todas suas responsabilidades na transmissão da mensagem evangélica e no testemunho de uma fé viva e operante no âmbito da sociedade mexicana..., a se comprometerem mais ativamente na re-evangelização da sociedade". O Prelado recordou o exemplo de São Juan Diego, que "foi um leigo e missionário", e que deve ser exemplo nesta que "é precisamente a hora dos leigos missionários". Acrescentou que o santo mexicano foi "um índio com todas as virtudes que enobrecem sua raça: digno e humilde, simples e audaz, modelo de Santidade; um índio que tratou de viver sempre de uma maneira coerente com sua fé, um indígena que soube fazer de sua humildade e simplicidade sua fortaleza; um homem mexicano que levava em seu sangue, na sua pele morena, a silhueta das montanhas do México, em seu caminhar seguro as águas dos rios e fontes de nosso país; em seus olhos suaves o olhar da doce Senhora do Céu". Apontou também o vidente guadalupano como "protagonista e fiel portador desse máximo presente que nos outorgou o amor divino: o Acontecimento Guadalupano, que veio a converter-se na ponte de união entre a cultura índia e a cultura espanhola", "eixo religioso, que lhe dá coesão e identidade nova e que desembocou na formação de uma raça mestiça". A história das aparições - acrescentou o prelado - é o testemunho vivo da eficácia de Maria como Mestra de um leigo indígena evangelizador, que, entregando-se em suas mãos maternas, soube ser o elo entre o mundo antigo mexicano, não cristão, e a proposta missionária vinda pela mediação da Espanha. Ele é o eleito por Deus para o encontro de Jesus Cristo com a cultura indígena, através da mediação de Maria. Arcebispo Primado do Brasil fala sobre processo de beatificação de religiosa brasileira Bahia, 2 (NE - eclesiales.org) O Cardeal Geraldo Majella, Arcebispo de São Salvador da Bahia, concederá hoje uma entrevista na qual falará sobre o processo de beatificação e canonização da Irmã Dulce, religiosa brasileira que exerceu um intenso trabalho pelos mais necessitados na Bahia, estado que fica no nordeste do Brasil. Entre os temas da entrevista estará a apresentação da 'Positio' frente à Congregação para as Causas dos Santos, documento que contém tanto um relato biográfico e de virtudes como testemunhos com respeito à "Irmã Dulce", e que é o primeiro passo no processo de beatificação. Outro provável tema é o milagre atribuído à intercessão da religiosa e reconhecido pelo Vaticano como possível milagre logo após uma cuidadosa investigação. O processo de beatificação foi aberto pelo próprio Dom Majella em janeiro de 2000 e nesse mesmo ano o Papa João Paulo II concedeu à Irmã Dulce o título de "Serva de Deus". Um dos legados da Irmã Dulce é um Hospital, que, tendo começado sem recursos e sem sequer um local para atender os doentes, tem hoje mais de 1000 leigos e aparelhos de última geração. O Hospital está a cargo da OSID, sigla para "Obras Sociais Irmã Dulce" e tem ainda hoje a mesma direção que lhe deu sua iniciadora: nunca negar atendimento aos mais necessitados. Por este motivo o chamava a "última porta". Santa Sé: Não ao reconhecimento legal de uniões homossexuais Roma, 1 (NE - eclesiales.org) O Vaticano publicou, ontem, o documento "Considerações acerca dos projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais", elaborado pela Congregação para a Doutrina da Fé e aprovado pelo Papa. O documento tem data de 3 de junho de 2003 e leva a assinatura do Card. Joseph Ratzinger, prefeito do dicastério, e do arcebispo Angelo Amato, secretário da Congregação. O texto foi publicado em inglês, espanhol, português, italiano, francês, alemão e polonês e consta de introdução, quatro capítulos e conclusão. Na introdução, o documento esclarece que "as presentes considerações não contêm novos elementos doutrinais, mas pretende recordar os pontos essenciais inerentes ao problema e apresentar algumas argumentações de caráter racional, úteis para a elaboração de pronunciamentos mais específicos por parte dos bispos, segundo as situações particulares nas diferentes regiões do mundo, para proteger e promover a dignidade do matrimônio, fundamento da família, e a solidez da sociedade, da qual esta instituição é parte constitutiva". Esclarece também que "tem também como fim iluminar a atividade dos políticos católicos, a quem se indica as linhas de conduta coerentes com a consciência cristã para quando se encontrem diante de projetos de lei concernentes a este problema". O primeiro capítulo trata da natureza e características irrenunciáveis do matrimônio, e explicita que "nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que o matrimônio na realidade existe unicamente entre duas pessoas do sexo oposto, que por meio da recíproca doação pessoal, própria e exclusiva deles, tem a comunhão de suas pessoas". Esta é uma "verdade natural sobre o matrimônio", que além de "ter sido confirmada pela Revelação", acrescenta também que "não existe nenhum fundamento para assimilar ou estabelecer analogias, nem sequer remotas, entre as uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o matrimônio e a família", mas deixa claro ao mesmo tempo que "os homens e mulheres com tendências homossexuais 'devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza', evitando-se a respeito deles 'todo sinal de discriminação injusta'". O segundo capítulo versa sobre as atitudes diante do problema das uniões homossexuais, afirmando rotundamente que "diante do reconhecimento legal das uniões homossexuais, ou a equiparação legal destas ao matrimônio com acesso aos direitos próprios do mesmo, é necessário opor-se de forma clara e incisiva". O terceiro capítulo apresenta argumentos contra o reconhecimento legal das uniões homossexuais, argumentos de ordem racional, de ordem biológica e antropológica, de ordem social e de ordem jurídica. Citamos aqui, na ordem biológica e antropológica, o que afirma que "a ausência da bipolaridade sexual cria obstáculos ao desenvolvimento normal das crianças eventualmente integradas nessas uniões. A estas falta a experiência da maternidade ou da paternidade". O último capítulo trata do comportamento dos políticos católicos diante legislações favoráveis às uniões homossexuais, explicando que estes estão obrigados de modo especial pela responsabilidade que lhes é própria a se oporem ao reconhecimento legal das uniões homossexuais. O documento termina dizendo que "o bem comum exige que as leis reconheçam, favoreçam e protejam a união matrimonial como base da família, célula primária da sociedade. Reconhecer legalmente as uniões homossexuais ou equipará-las ao matrimônio, significaria não somente aprovar um comportamento desviado e convertê-lo num modelo para a sociedade atual, mas também ofuscar valores fundamentais que pertencem ao patrimônio comum da humanidade. A Igreja não pode deixar de defender tais valores, para o bem dos homens e de toda a sociedade". Santo Padre reza pelos cientistas e pelos catequistas Roma, 1 (NE - eclesiales.org) Todos os meses o Papa oferece suas orações e sacrifícios por uma intenção específica, além de uma intenção missionária. Tal Apostolado da Oração é também um convite a toda a Igreja a unir sua oração à do Sumo Pontífice. Durante o mês de agosto o Santo Padre escolheu rezar pelos pesquisadores dos campos científico e tecnológico, para que acolham os incessantes clamores da Igreja a e para que façam uso prudente e responsável dos êxitos conseguidos. No campo das missões, sua intenção para este mês é "pelos catequistas das Igrejas jovens, para que dêem testemunho fiel de sua adesão ao Evangelho". Dom Héctor Aguer: sentido profético da Humanae Vitae Buenos Aires, 1 (NE - eclesiales.org) A encíclica Humanae Vitae, que comemorou último dia 25 de julho o seu 35º aniversário, foi o tema da reflexão semanal de Dom Héctor Aguer, Arcebispo de La Plata, no programa televisivo "Chaves para un mundo mejor". O Prelado ressaltou o caráter profético da encíclica de Paulo VI, que previu que "os males que seguiriam à aprovação dos métodos artificiais de anticoncepção e a difusão desses procedimentos", assim como "o desastre que poderia significar que o poder público, sobre tudo quando não se submete às exigências morais, deveria fazer uso desses métodos anticonceptivos para minar as fontes da vida". Enfatizou também que isso "é o que ocorreu em muitos países onde hoje se fala de um inverno demográfico". Dom Aguer falou também "do enfraquecimento da família e de como se introduziria no seio familiar a facilidade da infidelidade conjugal e uma degradação geral dos costumes; e isso é o que se passou efetivamente". O Arcebispo atribuiu a boa medida ao fato da "voz do Papa não ser escutada" por causa das coisas terem piorado com o passar dos anos, e conclui afirmando que "aqui se trata de recordar exigências fundamentais de ordem natural e a respeito daquilo que Deus criou e Deus sabe como deve caminhar o homem para alcançar seu autêntico fim, para realizar-se plenamente de acordo com essa ordem da criação e para alcançar a verdadeira felicidade". |
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