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9 a 17 de janeiro
1 a 8 de janeiro

Outras Notícias

Na Epifania, Santo Padre pediu para que todo homem possa chegar à luz de Cristo
8 de janeiro

Timor Oriental: Bispo pede responsabilidade a jornalistas para construir a nação
8 de janeiro

Milão mostrará contribuições de são Ambrósio e Santo Agostinho à Europa
8 de janeiro

Cardeal Martino: o Papa nos convida a não perder a confiança na paz
7 de janeiro

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Santo Padre comenta o Prólogo do Evangelho segundo São João
6 de janeiro

Papa expressou sua dor pelas vítimas do acidente aéreo no Egito
5 de janeiro

"A essência da peregrinação a Santiago de Compostela é a conversão", diz Núncio na Espanha
5 de janeiro

Cardeal Martino: o Papa nos convida a não perder a confiança na paz
5 de janeiro

Custódio constata aumento de peregrinos na Terra Santa
5 de janeiro

Santo Padre: "Para o cristianismo, proclamar a paz é anunciar a Cristo"
2 de janeiro

A paz é tarefa de todos, recorda Papa na oração do Angelus
2 de janeiro

Papa João Paulo II coloca o ano de 2004 sob proteção da Mãe de Deus
2 de janeiro

Papa recordou Núncio Apostólico assassinado em Burundi
2 de janeiro

 
 

Papa dedica primeira catequese do ano a Santa Maria

Roma, 7 (NE - eclesiales.org) O Papa João Paulo II dedicou no dia de hoje sua primeira catequese do ano a Santa Maria. "A maternidade divina de Maria" foi o tema da catequese do Papa durante a audiência geral de hoje, quarta-feira, que aconteceu na Sala de Estudos Paulo VI.

"Maria, Mãe de Deus! - disse o Papa - Esta verdade de fé profundamente ligada às festas natalinas se evidencia de forma particular na liturgia do primeiro dia do ano, solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. Maria é a Mãe do Redentor, a mulher escolhida por Deus para realizar o projeto salvífico centrado no mistério da encarnação do Verbo Divino".

"Toda a existência de Maria - prosseguiu - está ligada estreitamente à de Jesus. No Natal Ela oferece Jesus à humanidade. Na cruz, no momento supremo do cumprimento da missão redentora, será Jesus quem entregará a sua Mãe como dom para cada ser humano, como herança preciosa da redenção. As palavras do Senhor crucificado a seu fiel discípulo João constituem seu testamento. Ele confia sua Mãe a João e ao mesmo tempo confia ao apóstolo e a todos os crentes o amor de Maria".

"Nestes últimos dias de Natal - concluiu o Santo Padre - detenhamo-nos a contemplar no Nascimento a silenciosa presença da Virgem ao lado do Menino Jesus. Ela nos reserva o mesmo amor, o mesmo cuidado que teve seu Filho divino. Deixemos portanto que seja Ela quem guie nossos passos no novo ano".

Na Epifania, Santo Padre pediu para que todo homem possa chegar à luz de Cristo

Roma, 7 (NE - eclesiales.org) "Que todo homem, com a ajuda material da Virgem, possam chegar a Cristo, Luz de verdade, e que o mundo possa avançar pelo caminho da justiça e da paz", pediu ontem, terça-feira, festa da Epifania, o Santo Padre, junto com os peregrinos antes de rezar a oração mariana do "Angelus" na Praça São Pedro.

O Papa João Paulo II recordou as palavras de ser predecessor, o Papa Paulo VI, quem, em 6 de janeiro de 1964, em Belém, na Basílica da Natividade, disse: "vemos o mundo com imensa simpatia. Se o mundo se sente estranho ao cristianismo, o cristianismo não se sente estranho ao mundo". "A missão do cristianismo na humanidade é uma missão de amizade, de compreensão, de alento, de promoção, de elevação: isto é, uma missão salvadora", concluiu o Pontífice.

Timor Oriental: Bispo pede responsabilidade a jornalistas para construir a nação

Roma, 7 (NE - eclesiales.org) Ao encontrar-se com jornalistas de diversos meios de comunicação do Timor Oriental, Dom Basílio do Nascimento, Administrador Apostólico de Bacau, ressaltou a responsabilidade que tem a imprensa na construção da jovem nação. O encontro, organizado pela Associação de Jornalistas do Timor Oriental, contou com a presença do presidente da nação, assim como do Dom Carlos Felipe Ximenes Belo, Bispo emérito de Dili e Prêmio Nobel da Paz.

"Os jornalistas - afirmou Dom Basílio do Nascimento - devem seguir a Jesus" para poder "dar luz e verdade ao povo". "Seu papel é muito importante para o desenvolvimento do povo do Timor Oriental", acrescentou o Prelado.

A Associação de Jornalistas do Timor Oriental foi formada em Dili em 1999, no mesmo ano que a nação votara sua independência em um referendum, terminando assim 25 anos de anexação forçada à Indonésia. Timor Oriental alcançou formalmente sua independência em 20 de maio de 2002, sendo o segundo país asiático de maioria católica.

Milão mostrará contribuições de são Ambrósio e Santo Agostinho à Europa

Roma, 7 (NE - eclesiales.org) A partir de 2 de maio deste ano poderá ser visto em Milão a mostra "387 d.C. Ambrósio e Agostinho, as fontes da Europa". A mostra vem sendo preparada há três anos e tem como objetivo por à luz as fundamentais contribuições destes dois personagens à construção da Europa. A mostra conta com 400 objetos e documentos que buscam dar ao observador uma idéia da biografia e o contexto histórico destes dois grandes santos do ocidente. A mostra oferecerá aos visitantes dois trajetos. O primeiro documentará a África de Santo Agostinho, assim como a Alemanha na época de São Ambrósio e a Milão paleocristã. O segundo trajeto mostra as biografias dos santos Bispos de Hipona e Milão. O ano 387, ao qual faz referencia o título da mostra, recorda o ano em que Santo Agostinho foi batizado por São Ambrósio, então Arcebispo de Milão.

Cardeal Carles pede que sejam evitadas confusões sobre temas de família e matrimônio

Barcelona, 6 (NE - eclesiales.org) Em um recente artigo, o Cardeal Ricard María Carles, Arcebispo de Barcelona, afirmou a necessidade de evitar confusões sobre temas de família e matrimônio, em especial no uso de termos como "uniões de fato". "O fenômeno da privatização do matrimônio, ou seja, considerá-lo como uma convivência que afeta somente duas pessoas e na qual a sociedade não deve intrometer-se, conduziu à proliferação das denominadas uniões de fato, sem nenhum vínculo, nem civil nem religioso", afirmou a respeito o Purpurado.

"Com a expressão 'uniões de fato' - esclareceu o Cardeal - são designadas situações muito distintas, como o concubinato, as uniões como fruto do rechaço do matrimônio em quanto tal ou por falta fazer compromissos a longo prazo etc." e por tanto deve-se discernir a pastoral para cada um dos casos.

Por outra parte, indicou que atualmente "existe uma pressão da mídia muito forte para assemelhá-las ao matrimônio. É importante fazer chegar às esferas políticas, pelos meios de comunicação social e outros meios ao alcance, a afirmação explícita do qual é realmente o matrimônio e a família, para evitar, deste modo, a grande confusão que se estende sobre este tema". "É um modo de proteger a família, as crianças e os jovens", acrescentou.

Fim de ano com um importante livro em homenagem ao Papa

Santiago do Chile, 5 (NE - eclesiales.org) A reconciliação, a paz, a cultura, a educação, a dor, foram, entre outros, temas constantemente presentes no pontificado do Papa João Paulo II. Precisamente estes temas chaves no pensamento do Papa, à luz de valiosos testemunhos de personagens do âmbito eclesial, cultural e político, são abordados em um recente livro publicado pela reconhecida jornalista chilena Magdalena Ossandón. Sob o título "O Papa da Luz - João Paulo II", o livro de capa dura belamente impresso é uma significativa homenagem ao Santo Padre com ocasião do vigésimo quinto aniversário de seu pontificado.

A edição desenvolve, através de testemunhas diretas do trabalho do Papa, diversos temas que foram preocupantes e acentos constantes do Santo Padre. Cardeais como Angelo Sodano, Secretário de Estado, Zenon Groncholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica, Oscar A. Rodríguez, Arcebispo de Tegucigalpa, fundadores de associações eclesieais, como Luis Fernando Figari, da Família Sodálite, e Chiara Lubich, dos Focolares, e outros diversos personagens próximos ao Pontificado do atual Sucessor de Pedro, como Guzmán Carriquiry e Piero Coda, entre outros, oferecem neste livro valiosas reflexões que ajudam a aprofundar com admiração em aspectos ressaltantes da vida, pensamento e obra do Papa João Paulo II.

Segundo aponta a autora, a idéia de escrever um livro sobre o Papa lhe ocorreu quando o Santo Padre anunciou no ano de 2002 os novos mistérios do Santo Rosário. Nesse momento lhe veio à mente "escrever um livro sobre João Paulo II, com motivo de seus 25 anos de pontificado. Poderia chamar-se 'O Papa da Luz'".

A reconhecida jornalista afirma que para conseguir este fim, compilou "o testemunho de pessoas próximas ao Santo Padre que foram testemunhas dessa luz, desses lampejos luminosos, desse resplendor de amor, alegria e esperança para o homem do terceiro milênio".

Especialmente valioso é o testemunho do Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Papa João Paulo II e um de seus mais próximos colaboradores, que aborda o tema "O Papa e a paz". "O Pontificado de João Paulo II - ressalta o Cardeal - foi "rico de tantas iniciativas pastorais no marco da Igreja, de tantas pontes construídas rumo aos outros cristãos para restabelecer a unidade eclesial, e de tantos esforços para conseguir a concórdia entre os povos". "Nos últimos doze anos, nos quais tive a sorte de estar junto a Sua Santidade como Secretário de Estado, fui testemunha de todo um trabalho cotidiano em favor da paz na Terra", afirma o Purpurado.

Também é iluminador o testemunho de Luis Fernando Figari, fundador do Sodalício de Vida Cristã e de outras associações de vida consagrada e do Movimento de Vida Cristã. Refletindo sobre "O Papa e a reconciliação", o pensador peruano destaca o permanente chamado do Santo Padre "à construção da civilização do amor e a reconciliação", que "deixou uma muito importante pegada em todo o mundo".

O Papa João Paulo II propõe em "Reconciliação e Penitência", acrescenta L.F. Figari, "a total validade da leitura da Revelação de Deus em chave de Reconciliação. Frente à realidade aguçada de um mundo fraturado, o Santo Padre põe o destaque na quádrupla reconciliação, dom de Deus em Cristo Jesus. Por isso, João Paulo II é frente a todo o mundo de hoje um apóstolo de reconciliação".

Os diversos testemunhos contidos neste importante livro, entrelaçados com agudas anotações e comentários de Ossandón, vão destacando aspectos essenciais do pontificado do atual Sucessor de São Pedro. Cada intervenção é como um conjunto de pinceladas que vão ajudando a retratar a imagem do Pontífice.

Trata-se de um valioso texto para conhecer e aprofundar sobre a vida e o rico pensamento do Papa João Paulo II. Um Papa que, como afirma a própria autora, "durante seu magistério petrino foi encarregado de exclamar ao mundo, às vezes apenas com alento, que o amor é mais forte, e quem é verdadeiramente o Caminho, a Verdade e a Vida: Cristo, o centro de seu pontificado".

"O Papa da luz" é uma obra que sem dúvida deixará uma importante estrela de reflexão e ajudará a que o amor e grande carinho que os latino-americanos sentem pelo Papa João Paulo II se nutra também das linhas de seu pensamento exposto de forma substancial e de fácil e agradável leitura nesta obra da jornalista Ossandón e seus entrevistados.

Jovens da Inglaterra e Gales receberão cruz da JMJ

Londres, 6 (NE - eclesiales.org) Mais de 10 mil jovens de diversos lugares da Inglaterra e Gales participarão nas atividades com ocasião da chegada da cruz da Jornada Mundial da Juventude. A cruz, que nos últimos anos percorreu numerosos países desde que o Papa João Paulo II a presenteara aos jovens em 1983, chegará às costas da Inglaterra no próximo dia 8 de janeiro. A cruz da JMJ realizará um percurso de duas semanas ao longo de diversas cidades da Inglaterra e Gales. Acompanhando a cruz estará também um ícone de Santa Maria.

"Estou certo de que serão tocados os corações de muitos jovens e serão alentados a participar na Jornada Mundial da Juventude", afirmou Dom Ambrose Griffiths, presidente da sala de pastoral juvenil da Conferencia Episcopal. Espera-se que mais de dois mil jovens estejam presentes no próximo sábado 10 de janeiro, quando a cruz seja levada à Catedral de Westminster, em Londres.

Cardeal Poupard chama a "evangelizar as culturas e enculturar o Evangelho"

Roma, 6 (NE - eclesiales.org) O Cardeal Paul Poupard, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, em um recente artigo publicado no diário "L'Espresso", falou dos desafios que enfrentará a Igreja no plano da evangelização da cultura nestes novos tempos.

O artigo - que leva por título "os desafios da Igreja" - afirma que "o futuro de uma Igreja em missão seria preocupante se fosse o de uma Igreja entrincheirada, ou seja, uma Igreja que levantasse barricadas e vivesse na defensiva". Entretanto, afirmou, "sua razão de ser é a missão recebida de Cristo: compartilhar a boa notícia do amor de Deus com todos os homens, de todas as culturas, até o fim dos tempos, chegando aos confins da terra".

O Cardeal indicou também que todos os católicos, desde sua situação e possibilidades, devem procurar "evangelizar as culturas e enculturar o Evangelho, encontrar cada homem ali onde vive, transmitindo-lhe a divina palavra de esperança e de salvação em uma linguagem a ele compreensível".

Santo Padre comenta o Prólogo do Evangelho segundo São João

Roma, 5 (NE - eclesiales.org) Ontem, ao congregar-se com os peregrinos na Praça São Pedro para a oração do Ângelus, o Papa João Paulo II realizou uma breve reflexão sobre o Prólogo do Evangelho segundo São João. "Encontramos aqui - disse o Papa - uma afirmação surpreendente: o Verbo se faz carne e vem habitar entre nós. O mesmo João, que fixa o olhar da fé sobre a origem divina de Cristo, insiste com força na realidade da Encarnação. Junta dois termos aparentemente incompatíveis: Verbo e carne. Sim, Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem". Deste modo, o Papa indicou que, para aproximar-nos a este mistério, devemos "permanecer em silêncio como a Virgem Maria ante o Verbo Eterno, que por nós se fez uma pequena criança".

Papa expressou sua dor pelas vítimas do acidente aéreo no Egito

Roma, 5 (NE - eclesiales.org) O Para João Paulo II manifestou este fim de semana sua dor pelo acidente do avião egípcio que caiu no Mar Vermelho e causou a morte de 148 pessoas. Em um telegrama enviado em nome do Papa pelo Cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado, ao Núncio apostólico na França - de onde provinham a maior parte das vitimas - o Pontífice expressou sua proximidade "espiritual" às famílias que estão vivendo momentos de dor. O Papa, diz no telegrama, "roga para os defuntos a misericórdia de Deus, para que os receba em sua paz e em sua luz", e espera que todas as pessoas afetadas por este drama "possam encontrar o consolo e a ajuda que necessitam nestas horas tão dolorosas".

"A essência da peregrinação a Santiago de Compostela é a conversão", diz Núncio na Espanha

Madri, 5 (NE - eclesiales.org) O Núncio Apostólico de Sua Santidade na Espanha, Cardeal Manuel Monteiro de Castro, Presidiu ontem, domingo, a Eucaristia do Peregrino na Catedral de Santiago de Compostela, acompanhado do Arcebispo de Santiago, Monsenhor Julián Barrio. A celebração, que se emoldura ao começo do Ano Santo Compostelano, começou com a procissão na Basílica das relíquias do Apóstolo Santiago e, em seguida, o "Botafumeiro" (enorme incensório de 50 quilos) foi levantado pelos "tiraboleiros" (insensadores), ante o assombro e o recolhimento dos peregrinos.

Durante sua homilia, Cardeal Monteiro destacou que o sentido de entrar pela Porta Santa é encontrar-se com Jesus Cristo, converter-se interiormente, apreciar o que realmente tem valor e não perder tempo com o que não tem.

Para o Cardeal Manuel Monteiro, a essência da peregrinação a Santiago "é a conversão ao Senhor. Na vida de cada um de nós há sempre lugar para uma maior conversão a Deus". E acontece que durante este ano, "pessoas de todos os continentes se encontrarão em Compostela para confessar sua fé", acrescentou o Núncio. Os peregrinos que chegam a Santiago, abandonando progressivamente seu comportamento anterior, "estão chamados a revestir-se do homem novo, assumindo a mentalidade proposta pelo Evangelho".

Cardeal Martino: o Papa nos convida a não perder a confiança na paz

Roma, 5 (NE - eclesiales.org) Em uma entrevista concedida à Radio Vaticano. O Cardeal Renato Martino, Presidente do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, comentou a mensagem que dera o Papa João Paulo II, há alguns dias, durante a XXXVII Jornada Mundial da Paz. O Cardeal indicou que o tema fundamental que ressaltou o Santo Padre - ou seja, a necessidade de uma maior educação para a paz - foi um tema recorrente durante todo seu pontificado. Deste modo, o Cardeal explicou que "o Papa nos convida a não perder a confiança". "João Paulo II - comentou - é realista e conhece a situação do mundo, a situação de tantos conflitos conhecidos e de tantos outros que são 'esquecidos', como ele os chama. Neste sentido, portanto, a tentação da desconfiança poderia fazer estragos".

Custódio constata aumento de peregrinos na Terra Santa

Roma, 5 (NE - eclesiales.org) "Que o ano de 2004 seja verdadeiramente um ano de renascer do diálogo e da paz", disse o Custódio da Terra Santa, Padre Giovanni Battistelli. Recordando os atentados terroristas, os distintos abusos, o muro de separação entre outros tristes feitos que dilaceraram a Terra Santa recentemente, o Padre Battistelli manifestou que "o ano de 2003 nos deixa um longo caminho de sangue mas também as palavras de esperança do Papa que não se esquece dos sofrimentos dos povos que aqui vivem". Por outra parte, informou que ultimamente se incrementaram em número de peregrinações aos Santos Lugares, o qual, disse, significa um considerável apoio espiritual e material aos habitantes.

Santo Padre: "Para o cristianismo, proclamar a paz é anunciar a Cristo"

Roma, 2 (NE - eclesiales.org) No dia de ontem, o Papa João Paulo II presidiu uma Eucaristia na Basílica de São Pedro pela ocasião da celebração da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e a XXXVII Jornada Mundial da Paz. Durante sua homilia, o Papa acentuou a necessidade de educar para a paz.

O Santo Padre esclareceu que "para o cristianismo, proclamar a paz é anunciar a Cristo, que é nossa paz; é anunciar seu Evangelho, que é o Evangelho da paz; é chamar a todos a ser artífices da paz".

Em outro momento, o Papa defendeu o crescimento de "uma ordem que seja capaz de dar soluções adequadas aos problemas de hoje, fundadas na dignidade da pessoa humana, em um desenvolvimento integral da sociedade, na solidariedade entre os países ricos e os países pobres, na capacidade para compartilhar os recursos e os extraordinários resultados do progresso científico e técnico".

A celebração foi presidida pelo Papa e celebrada pelo Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado da Santa Sé. Da mesma participaram os embaixadores dos países acreditados junto à Santa Sé.

A paz é tarefa de todos, recorda Papa na oração do Angelus

Roma, 2 (NE - eclesiales.org) Ao terminar a Santa Missa na Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, o Papa João Paulo II rezou o Angelus com os peregrinos presentes na Praça São Pedro. Em suas palavras antes da oração mariana, o Santo Padre destacou a necessidade da paz e afirmou que é "um dom de Deus" que requer "a contribuição de todos".

"Hoje, primeiro dia do ano novo, a liturgia faz ressoar a antiga bênção bíblica, na qual vem invocado sobre o povo o nome do Senhor: 'O Senhor te mostre seu rosto e te conceda a paz'. Com todo o coração dirijo este desejo ao mundo inteiro, invocando sobre a família humana a bênção de Deus. Que o Senhor faça resplandecer seu rosto sobre cada homem e cada mulher, e conceda a todos os povos a paz".

"A paz é ante tudo dom de Deus, mas é também um projeto para cuja realização cada um deve dar sua própria contribuição", destacou o Pontífice. Ao concluir suas palavras, pediu que a Virgem Maria ajude a todos os católicos e aos homens de boa vontade a que se façam "testemunhas e construtores desta paz, um dom celeste e uma cotidiana conquista dos homens que apreciam o bem comum".

Papa João Paulo II coloca o ano de 2004 sob proteção da Mãe de Deus

Roma, 2 (NE - eclesiales.org) No dia 31 de dezembro pela tarde o Papa João Paulo II presidiu na Basílica de São Pedro as primeiras vésperas da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e o "Te Deum" de agradecimento a Deus pelo ano de 2003. Durante sua homilia, o Santo Padre exortou os fiéis a colocar o ano de 2004 sob "a proteção maternal de Maria Santíssima".

Pediu também a intercessão da Mãe de Deus para que o trabalho que a Igreja realiza a serviço "da família, dos jovens e das vocações de consagração especial" dê muito fruto.

"Os dias, os meses, os anos se sucedem segundo um ritmo cósmico, no qual a mente humana reconhece a marca da divina Sabedoria criadora", observou o Papa, e afirmou: "Cristo é o centro da história e do cosmos; é o novo Sol aparecido no mundo surgindo do alto, um sol que orienta tudo ao fim último da história".

Papa recordou Núncio Apostólico assassinado em Burundi

Roma, 2 (NE - eclesiales.org) O Papa João Paulo II recordou ontem Dom Michael Aidan Courtney, assassinado na última segunda-feira em Burundi, onde trabalhava como Núncio Apostólico. O Santo Padre recordou o Núncio durante sua homilia na Missa celebrada no primeiro dia do ano na Basílica de São Pedro. O Pontífice qualificou o religioso assassinado como testemunha do "evangelho da paz", "tragicamente morto uns dias atrás enquanto realizava sua missão em favor do diálogo e da reconciliação". "Rezemos por ele - pediu o Papa - desejando que seu exemplo e seu sacrifício contribuam com frutos de paz em Burundi e no mundo".

O assassinato de um Núncio Apostólico não tem precedentes na história moderna da Santa Sé. Inclusive durante as duas guerras mundiais, nenhum embaixador papal havia sido assassinado. "Com a morte do Arcebispo Courtney - Afirmava um comunicado publicado pela Santa Sé nesta semana - cresce a lista dos missionários e missionárias que, durante 2003, deram a vida pelo Evangelho. E a esta lista de vidas generosas se acrescenta agora, pela primeira vez, o nome de um representante pontifício". "Que o Senhor lhes conceda o descanso eterno!", concluía o texto da Secretaria de Estado.