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Papa chama a não deixarmo-nos "capturar pela atração da violência" Roma, 11 (NE - eclesiales.org) Na audiência geral de ontem, quarta-feira, celebrada na Sala Paulo VI, o Papa João Paulo II comentou o Salmo 19, "Oração pela vitória do Rei Messias". Ao longo de sua catequese, o Papa afirmou que este é "um salmo real do antigo Israel, proclamado no templo de Sião durante o rito solene. (...) Entende-se facilmente porque a tradição cristã transformou este salmo em um hino a Cristo rei, o 'consagrado' por excelência, 'o Messias'. Entra no mundo sem exércitos, mas com a potência do Espírito e lança o ataque definitivo contra o mal e a prevaricação, contra a prepotência e o orgulho, contra a mentira e o egoísmo". "A oração - continuou - está profundamente marcada pela convicção de que o Senhor é a fonte da segurança: vai ao encontro do desejo do rei e de toda a comunidade à qual está unido pelo vínculo da aliança. (...) A Palavra de Deus não é uma mensagem abstrata, mas uma voz que se adapta às pequenas e às grandes misérias da humanidade. Por isso, o salmo reflete a linguagem militar e a atmosfera que domina em Israel em tempo de guerra, adaptando-se assim aos sentimentos do ser humano em dificuldade". O Papa João Paulo II afirmou que o verso número 7, diferentemente dos versos precedentes, "que expressam implicitamente petições dirigidas a Deus, afirma a certeza da concessão obtida: 'Agora sei que o Senhor salva o seu Ungido, que o escuta desde os santos céus'". O salmo também é, terminou, "um convite a não deixar-se capturar nunca pela atração da violência. (...) O justo opõe a fé, a benevolência, o perdão, a oferta de paz a todas as formas de maldade". Terra Santa necessita da presença de peregrinos, afirma Patriarca Sabbah Roma, 11 (NE - eclesiales.org) Terra Santa necessita hoje mais do que nunca da presença de peregrinos. Assim afirmou o Patriarca Latino de Jerusalém, Dom Michel Sabbah, ao presidir uma celebração na gruta da Natividade, na cidade de Belém. O Patriarca lamentou que em um clima "de grande tensão e violência" tenha-se medo de visitar os Lugares Santos, mas afirmou que "precisamente neste momento é que temos necessidade de receber consolo". Durante a liturgia, Dom Sabbah acendeu uma tocha em honra de São Bento. "Esta tocha é o sinal de uma paz possível", afirmou, recomendando que a tocha partirá da Terra Santa para visitar várias localidades do mundo. "Neste momento temos necessidade de ajuda, e as igrejas de todo o mundo poderiam obter aquilo que as forças políticas não conseguem alcançar", destacou o Patriarca. Argentinos e chilenos renovarão irmandade frente a monumento do Cristo Redentor Santiago do Chile, 11 (NE - eclesiales.org) Jovens da Argentina e Chile se encontrarão no próximo 13 de março aos pés do monumento do Cristo Redentor, em sinal de irmandade e paz entre os dois países. Durante o encontro, que congregará a altas autoridades civis, militares e religiosas do Chile e Argentina, será lida uma mensagem do Papa João Paulo II. O ato comemorará o centenário da criação do monumento do Cristo Redentor, símbolo da paz e irmandade entre ambos os países, e contará com a presença dos presidentes Ricardo Lagos e Néstor Kirchner. Localizado na fronteira de ambos os países, na Cordilheira dos Andes, a uns 3.800 metros sobre o nível do mar, a estátua do Cristo Redentor de Los Andes simboliza a paz entre Chile e Argentina. Foi erigida depois do término do litígio de limites de ambos os países. Foi inaugurado no dia 13 de Março de 1904. Escrito sobre uma placa de bronze no monumento pode ser lido: "Serão derrubadas primeiro essas montanhas antes que os argentinos e chilenos rompam a paz jurada aos pés do Cristo Redentor". Modelar com "espírito cristão" os meio de comunicação, pede Papa João Paulo II Roma, 10 (NE - eclesiales.org) Modelar com "espírito cristão" os meios de comunicação foi o convite feito pelo Papa João Paulo II ao receber ontem os participantes na plenária do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais. Em suas palavras dirigidas em inglês, o Pontífice recordou que a reunião deste ano "coincide com o 40o aniversário do decreto do Concilio Vaticano II sobre os meios de comunicação 'Inter Mirifica', assim como com o 40o aniversário da fundação de vosso dicastério". "Convido-os – prosseguiu – a que se inspirem no documento conciliar para prosseguir vossa missão de ajuda aos que trabalham neste vasto campo e a modelar com 'espírito humano e cristão' os meios de comunicação". Depois, citando sua mensagem para a Jornada Mundial das Comunicações 2004, o Santo Padre afirmou: "Desta forma os meios estarão em uma melhor posição para utilizar seu 'imenso potencial positivo para promover sãos valores humanos e familiares, contribuindo assim para a renovação da sociedade". "Invoco sobre vós e vosso trabalho a luz e a guia do Espírito Santo e cordialmente distribuo minha bênção apostólica", concluiu o Papa. Santa Sé publica diretório para os Bispos Roma, 10 (NE - eclesiales.org) A Congregação para os Bispos publicou ontem o documento "Apostolorum successores", um diretório para o ministério pastoral dos bispos, respondendo ao desejo manifestado durante o Sínodo de outubro de 2001 sobre o ministério do bispo, de uma versão atualizada do diretório de 1973 "Ecclesiae imago". Uma nota explicativa publicada ontem esclarece que "o titulo está na raiz do ministério do bispo e define perfeitamente a figura e a missão da Igreja". Em volume de 300 paginas, editado em italiano e em processo de tradução a outros idiomas, "tem em conta os documentos do Concilio Vaticano II, o Código de Direito Canônico de 1983, os diversos documentos pontifícios publicados nestes anos e sobretudo a exortação apostólica 'Patores gregis'". "O diretório é fundamentalmente pastoral e prático, além disso é uma ferramenta que se propõe ajudar os bispos a desenvolver seu complexo serviço eclesial respondendo às exigências da Igreja e da sociedade de hoje", destaca a nota. "São grandes as responsabilidades que pesam sobre os ombros de um bispo, pelo bem da diocese e também da sociedade. Muitos são os que se dirigem ao bispo, seja para a vida religiosa como na busca de guia, apoio e consolo nas dificuldades, confiando-lhe seus problemas e preocupações". "O bispo é um pai que vive para seus filhos – disse a nota - fazendo todo o possível para formar as consciências e fomentar o crescimento na fé". Papa nomeia Mary Ann Glendon presidente da Pontifícia Academia das Ciências Sociais Roma, 10 (NE - eclesiales.org) O Papa João Paulo II nomeou presidente da Pontifícia Academia das Ciências Sociais Mary Ann Glendon, professora de Direito na Universidade de Harvard, Cambridge (Estados Unidos). Glendon, nascida em Pittsfield, Massachusetts, em 7 de outubro de 1938, está casada e tem três filhas. Em 1995 liderou a delegação da Santa Sé na Conferência sobre as mulheres convocada pelas Nações Unidas em Pequim. É membro da Academia Pontifícia das Ciências Sociais desde 19 de janeiro de 1994, ano de sua fundação. Esta Academia foi criada pelo Papa João Paulo II para "promover o estudo e o progresso das ciências sociais, econômicas, políticas e jurídicas à luz da doutrina social da Igreja". China: nova detenção provisória de um Bispo católico Roma, 10 (NE - eclesiales.org) Em um novo atentado contra os católicos chineses, o governo deste país prendeu provisoriamente nestes dias o Bispo católico de Qiqihar. Segundo o que foi divulgado ontem, o Bispo foi preso na sexta-feira dia 5 de março por causas desconhecidas. Dom Wei Jingyi, de 45 anos, é sacerdote desde 1985 e Bispo da diocese de Qiqihar desde 1995. Já havia sido preso anteriormente em duas ocasiões e condenado a campos de trabalho: a primeira vez de 1987 a 1989 e a segunda de 1990 a 1992. Segundo a "Fundação Cardeal Kung", a última prisão que sofreu Dom Wei Jingyi foi em 9 de setembro de 2002. O bispo é conhecido por sua fidelidade e vínculo com o Papa e seu compromisso evangelizador. O Governo chinês, que oficialmente se declara aconfessional, permite unicamente o culto dentro do seio da denominada Igreja Patriótica Católica – sob seu controle - que nega a autoridade papal e se atribui o direito de ordenar bispos. Segundo dados da fundação Kung, a Igreja Católica – fiel ao Bispo de Roma – conta na China com oito milhões de fiéis (o dobro que a chamada igreja oficial), dos quais 6 bispos e 20 sacerdotes se encontram presos e um número indeterminado sob prisão domiciliar. |
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