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- 12 de maio de 2008 -
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Conferência de L.F. Figari no Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais (texto resumido - versão oral)

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Outras Notícias

Papa lembra “sabedoria evangélica” de seu predecessor, o Papa Paulo VI
28 de Setembro

Papa recorda a João Crisóstomo como “grande pai da doutrina social da Igreja”
26 de Setembro

Recorde de visitas em um só dia aos Museus Vaticanos
26 de Setembro

“Jornadas Européias do Patrimônio” refletirão sobre raízes cristãs do continente
26 de Setembro

Sri Lanka: Inaugura-se o primeiro santuário asiático dedicado ao Padre Pio
26 de Setembro

S.S. Bento XVI: Há aspirações da pessoa que só se respondem em Deus
21 de Setembro

Servas do Plano de Deus contam com duas novas professas perpétuas
21 de Setembro

Os esposos bem preparados “fecham o caminho ao divórcio”, lembra o Papa Bento XVI
19 de Setembro

Realizar-se-á na Croácia encontro europeu sobre pastoral universitária
19 de Setembro

Papa alenta processo de paz e reconciliação em Irlanda
17 de Setembro

É necessário proclamar “decididamente” a misericórdia de Deus, indica o Papa Bento XVI
17 de Setembro

“As sociedades fortes se constroem sobre a base de famílias fortes”, afirma o Santo Padre
14 de Setembro

Santa Sé aclara questões sobre alimentação de pacientes em estado vegetativo
14 de Setembro

Papa: Os cristãos “não podem viver sem o Domingo”
12 de Setembro

 
 

Santo Padre se despede de Castelgandolfo

Roma, 28 (NE – eclesiales.org) A poucos dias de regressar ao Vaticano, logo de passar o verão em Castelgandolfo, o Papa Bento XVI se despediu hoje do Bispo de Albano (diocese à que pertence Castelgandolfo), Dom Marcello Semeraro, das comunidades religiosas, autoridades civis e do pessoal encarregado da segurança e a vigilância durante sua estadia na residência de veraneio. “Gostaria de me levantar e falar com cada um de vós — disse o Papa — e agradecer-vos pessoalmente pelo trabalho, que com esmero e generosidade ofereceis ao bom funcionamento da atividade do Papa aqui em Castelgandolfo”. “Amiúde — afirmou o Santo Padre — trata-se de tarefas que às vezes passam despercebidas e vos obrigam a horários árduos e a permanecer longe de casa por muitas horas. Deste modo, também vossas famílias participam dos sacrifícios que tendes que fazer. Por isso, desejo assegurar-vos novamente — concluiu — meu mais vivo apreço, que estendo a vossos familiares”.

Papa lembra “sabedoria evangélica” de seu predecessor, o Papa Paulo VI

Roma, 28 (NE – eclesiales.org) O Papa Bento XVI recordou na quarta-feira passada o seu predecessor, o Papa Paulo VI, ao assistir pela tarde, na Sala dos Suíços do palácio apostólico de Castelgandolfo, a um concerto da Orquestra do Festival Internacional “Arturo Benedetti Michelangeli” de Brescia e Bérgamo (Itália), com motivo do 110º aniversário do Papa Paulo VI, natural de Concesio (Brescia).

“Nesta tarde — disse o Papa ao final do concerto — a música nos brindou a ocasião para recordar um papa ilustre, Paulo VI, que rendeu à Igreja e ao mundo um serviço precioso em tempos difíceis e em condições sociais caracterizadas por profundas mudanças culturais e religiosas”. O Santo Padre elogiou posteriormente a “sabedoria evangélica” com a que o seu predecessor “guiou a Igreja durante e depois do Concílio Vaticano II”. Paulo VI “soube advertir, com intuição profética, as esperanças e inquietudes da humanidade naquela época” e “se esforçou por valorizar as experiências positivas, empenhando-se por iluminá-las com a luz da verdade e do amor de Cristo”

“Paulo VI — concluiu Bento XVI — foi prudente e valente na hora de guiar a Igreja com um realismo e um otimismo evangélicos, alimentados por uma fé indômita. Auspiciou a chegada da ‘civilização do amor’, convencido de que a caridade evangélica constitui o elemento indispensável para construir uma autêntica fraternidade universal. (...) Seus sucessores acolheram esta herança espiritual (...) e seguiram sua senda”.

Papa recorda a João Crisóstomo como “grande pai da doutrina social da Igreja”

Roma, 26 (NE – eclesiales.org) O Papa Bento XVI continuou na audiência geral da quarta-feira de hoje sua catequese dedicada a João Crisóstomo, um dos Padres da Igreja mais importantes. Ante umas 20 mil pessoas que se congregaram na Praça São Pedro, o Papa recordou que João Crisóstomo, “como verdadeiro pastor, tratava a todos com cordialidade, (...) e dedicava uma atenção particular ao matrimônio e à família”. “Convidava os fiéis a participar na vida litúrgica, que fez esplêndida e atrativa com genial criatividade”.

“O horizonte do Crisóstomo — explicou o Papa — se delineia claramente no comentário do Gênesis”, onde “meditando sobre as oito obras cumpridas por Deus durante seis dias, guia os fiéis da criação ao Criador”, que é, ademais, “o Deus da condescendência (...) que envia ao ser humano caído e distante uma carta, as Sagradas Escrituras”. No fim “é Deus mesmo quem descende a nós, se encarna, (...) morre na Cruz, (...) se transforma realmente em Deus conosco, em irmão nosso”.

“A estes três passos: Deus visível na criação, Deus nos escreve uma carta e Deus descende e se converte em um de nós, se une no final um quarto, dentro da vida e a ação do cristão, o princípio vital e dinâmico do Espírito Santo, que transforma a realidade do mundo. Deus entra em nossa existência (...) e nos transforma a partir de dentro”.

Comentando os Atos dos Apóstolos, São João Crisóstomo propõe “o modelo da Igreja primitiva como modelo de sociedade, desenvolvendo uma ‘utopia social’, a idéia de uma cidade ideal, tentando dar uma alma e um rosto cristão à cidade. Em outras palavras, Crisóstomo entendeu que não era suficiente dar esmolas, ajudar os pobres, caso por caso; era necessário criar uma nova estrutura, um novo modelo de sociedade (...) baseado na visão do Novo Testamento. Por isso, podemos considerá-lo um dos grandes pais da Doutrina Social da Igreja”.

Como Paulo, afirmou o Pontífice, “sustentava o primado da pessoa, incluído o escravo e o pobre”, contrastando com a estrutura da polis grega onde “vastos setores da população estavam excluídos do direito à cidadania”, enquanto que “na cidade cristã todos são irmãos e irmãs com os mesmos direitos”. Ao final de sua vida, João Crisóstomo retoma o argumento do “plano perseguido por Deus para a humanidade”, reafirmando que “Deus ama a cada um de nós com um amor infinito, e por isso quer a salvação de todos”.

Recorde de visitas em um só dia aos Museus Vaticanos

Roma, 26 (NE – eclesiales.org) Os Museus Vaticanos bateram esta semana o recorde de visitas em um só dia, conforme informou o diretor do Museu, Francesco Buranelli. Segundo se informou, em um só dia mais de 21 mil pessoas visitaram os Museus. A esse respeito, o diretor indicou que de continuar o ritmo de visitas aos Museus, este ano se superaria o número de visitas totais de 2006, ano no qual 4,3 milhões de pessoas visitaram os Museus. Por outro lado, Buranelli informou que a partir do ano que vem será possível reservar a entrada aos Museus, o que permitirá agilizar o ingresso e reduzir a longas filas que atualmente se formam para aceder aos mesmos.

“Jornadas Européias do Patrimônio” refletirão sobre raízes cristãs do continente

Roma, 26 (NE – eclesiales.org) Sob o tema “Europa, um patrimônio comum: suas raízes cristãs”, realizar-se-ão no próximo dia 30 de setembro as “Jornadas Européias do Patrimônio”. A esse respeito, a Santa Sede informou que este ano também participará desta iniciativa, que é promovida pelo Conselho da Europa, do qual fazem parte mais de 40 países do continente. Por este motivo, no próximo Domingo poder-se-á ingressar gratuitamente aos Museus Vaticanos e a todas as catacumbas de Roma. Inaugurar-se-á também, nas catacumbas de São Calisto, a exposição fotográfica sobre o tema “Catacumbas de Roma: uma meta privilegiada dos peregrinos da Europa”. A exposição permanecerá aberta ao público até 30 de outubro de 2007.

Sri Lanka: Inaugura-se o primeiro santuário asiático dedicado ao Padre Pio

Roma, 26 (NE – eclesiales.org) Logo de quatro anos de trabalhos, foi consagrado no Sri Lanka um santuário dedicado ao Padre Pio de Pietrelcina. Segundo informa a agência Asia News, o santuário dedicado ao santo de Pietrelcina é o primeiro construído no continente asiático. O santuário foi abençoado e inaugurado pelo Arcebispo de Colombo (capital do Sri Lanka), Dom Oswald Gomiz, em 23 de setembro passado. O santuário dedicado ao santo se encontra a 29 quilômetros da capital e tem capacidade para aproximadamente mil e quinhentas pessoas. Os trabalhos de construção duraram quatro anos, desde que Dom Gomiz colocou a primeira pedra, precisamente no dia 23 de setembro de 2003.

S.S. Bento XVI: Há aspirações da pessoa que só se respondem em Deus

Roma, 21 (NE – eclesiales.org) “Há aspirações e exigências de todos os seres humanos que encontram resposta e compreensão somente em Deus” — afirmou hoje o Papa Bento XVI ao se dirigir aos participantes de um encontro que congregou políticos italianos. Dirigindo-se aos presentes, o Santo Padre reiterou que “não se pode excluir Deus do horizonte do ser humano e da história”.

Em seu discurso, o Papa indicou que o encontro dava a oportunidade para refletir sobre alguns “valores e ideais que a tradição cristã forjou ou tornou mais profundos na Europa e no mundo”, tais como “a centralidade da pessoa e o respeito dos direitos humanos, o compromisso pela paz e a promoção da justiça para todos”. Estes “princípios fundamentais” — continuou — “estão ligados entre si, como demonstra a história”, porque “quando se violam os direitos humanos, se fere a dignidade da pessoa; se a justiça vacila, a paz periga”.

“A Igreja sabe — disse mais adiante o Papa — que não lhe corresponde fazer valer politicamente sua doutrina, já que seu objetivo é servir na formação da consciência na política e contribuir para que cresça a percepção das verdadeiras exigências da justiça e, ao mesmo tempo, a disponibilidade para atuar conforme a elas, ainda quando isso estiver em contraste com situações de interesses pessoais”.

“A Igreja pede a quantos compartem a fé em Cristo, darem testemunho dela hoje, com um valor e uma generosidade ainda maiores. A coerência dos cristãos é também indispensável efetivamente na vida política para que o ‘sal’do compromisso apostólico não perca seu sabor”.

Servas do Plano de Deus contam com duas novas professas perpétuas

Lima, 21 (NE – eclesiales.org) Na quinta-feira de ontem, duas Servas do Plano de Deus — a irmã Fiorella Lobos e a irmã Silvia Pacheco — emitiram seus compromissos de plena disponibilidade apostólica à perpetuidade. A Eucaristia durante a qual emitiram seus compromissos foi celebrada por Dom Carlos García Camader, Bispo de Lurin, em uma repleta igreja de Nossa Senhora da Reconciliação, na cidade de Lima (Peru). Esteve presente na celebração D. Luis Fernando Figari, fundador das Servas do Plano de Deus.

Durante sua homilia, de admirável caráter pastoral, o Prelado alentou as professandas à fidelidade e a uma entrega cada vez mais plena, servindo em todo momento o Plano de Deus. Alentou-as especialmente a “viver o caminho da obediência, que vai transformando o coração”, para ser “fiéis ao Plano de Deus”. “O modelo da obediência é Jesus”, recordou, aí está “a medida do Plano”.

As integrantes desta sociedade de vida comunitária e apostólica fundada em 1998 aspiram a responder ao chamado de Deus através da consagração ao serviço de seu divino Plano e estando plenamente disponíveis para o anúncio do Senhor Jesus, vivendo a caridade, especialmente na solidariedade com os enfermos, os necessitados, os desvalidos e os pobres.

Os esposos bem preparados “fecham o caminho ao divórcio”, lembra o Papa Bento XVI

Roma, 19 (NE – eclesiales.org) Continuando com suas catequeses sobre os Padres da Igreja na audiência geral da quarta-feira de hoje, o Papa Bento XVI falou sobre São João Crisóstomo. Ante os peregrinos congregados na Praça São Pedro, o Santo Padre recordou que este ano se cumpre o décimo sexto centenário da morte de São João Crisóstomo, nascido em 349 em Antioquia da Síria, ao sul da atual Turquia. “Chamado Crisóstomo, ou seja, “Boca de Ouro”, por sua eloqüência, pode-se dizer que vive ainda hoje através de suas obras”, indicou o Pontífice.

O Santo Padre salientou que o santo é “um dos Padres mais prolíficos; dele se conservam 17 tratados, mais de 700 homilias autênticas, os comentários a Mateus e a Paulo e 241 cartas. Não foi um teólogo especulativo. Transmitiu a doutrina tradicional e segura da Igreja em uma época de controvérsias teológicas suscitadas principalmente pelo arianismo, ou seja, a negação da divindade de Cristo”.

“Sua teologia — continuou — era finamente pastoral. Era constante nela a preocupação pela coerência entre o pensamento expressado pela palavra e aquilo que se vive. Esta é, em particular, a linha condutora das esplêndidas catequeses, com as quais preparava os catecúmenos para receber o Batismo”. O Papa Bento XVI afirmou que “São João Crisóstomo se preocupou de acompanhar com seus escritos o desenvolvimento integral das pessoas, nas dimensões física, intelectual e religiosa”.

Em seus escritos, Crisóstomo destacava a importância da infância, “porque é quando se manifestam as inclinações ao vício e à virtude e, por isso, é nesta idade que a lei de Deus deve ser gravada na alma “como sobre uma tábua de cera”.

“À infância — pode-se ler nos escritos de São João Crisóstomo — segue o mar da adolescência, onde sopram ventos violentos, porque é quando cresce a concupiscência”. Depois chega o noivado e o matrimônio. Neste sentido, o santo afirma que “os esposos bem preparados fecham o caminho ao divórcio. Tudo se desenvolve com alegria e podem-se educar os filhos na virtude. Depois, quando nasce o primeiro filho, forma-se uma ponte; os três se tornam uma só carne, porque o filho une as duas partes e os três constituem ‘uma família, uma pequena igreja’”.

Realizar-se-á na Croácia encontro europeu sobre pastoral universitária

Roma, 19 (NE – eclesiales.org) A cidade de Zagreb será sede nos próximos dias de um encontro anual dos responsáveis da Pastoral Universitária, promovido pela Comissão de Catequese, Escola e Universidade do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE). Durante o encontro, que se realizará de 21 a 23 de setembro, serão abordados temas como “O caminho dos docentes universitários”, “O encontro europeu dos estudantes universitários 2009” e “A formação dos capelães universitários”. O Cardeal Josip Bozani, Arcebispo de Zagreb e Vice-presidente da CCEE será o encarregado do encerramento dos trabalhos.

Papa alenta processo de paz e reconciliação em Irlanda

Roma, 17 (NE – eclesiales.org) Ao receber as cartas credenciais do novo embaixador da Irlanda ante a Santa Sé, o Papa Bento XVI alentou à paz no país e a vivência do perdão e a reconciliação. Em seu discurso, o Santo Padre elogiou os frutos do Processo de Paz da Irlanda do Norte, e manifestou seu desejo de que este processo “inspire políticos e religiosos de outros lugares atormentados de nosso mundo para reconhecer que a paz duradoura só pode ser construída sobre o perdão, a reconciliação e o respeito mútuo”.

Por outro lado, o Papa destacou que “a Igreja, quando articula a verdade revelada, serve a todos os membros da sociedade, iluminando as bases da moral e a ética, e purificando a razão para assegurar sua abertura à consideração das verdades últimas. (...) Longe de ameaçar a tolerância das diferenças ou a pluralidade cultural, ou de usurpar o papel do Estado, tal contribuição ilumina a verdade intrínseca que faz possível o acordo geral e garante que o debate público seja racional, honesto e responsável”.

“Quando a verdade se descuida — acrescentou mais adiante o Papa — o relativismo toma seu lugar: em vez de governar segundo os princípios, as opções políticas dependem cada vez mais da opinião pública, os valores se deixam de lado para perseguir determinados objetivos e inclusive as categorias de verdade, de bem e mal, de justo e equivocado, cedem passo ao cálculo pragmático de vantagem e desvantagem.

É necessário proclamar “decididamente” a misericórdia de Deus, indica o Papa Bento XVI

Roma, 17 (NE – eclesiales.org) Ao rezar ontem ao meio dia o Ângelus com os peregrinos, congregados em Castelgandolfo, o Papa Bento XVI comentou o capítulo XV do Evangelho de São Lucas, dedicado à misericórdia de Deus, e que contém “uma das páginas (...) mais comovedoras de toda a Sagrada Escritura”. “Que belo é pensar — disse o Papa — que em qualquer lugar onde se reúne a comunidade cristã para celebrar a Eucaristia Dominical, ressoa neste dia a Boa Nova de verdade e salvação: Deus é amor misericordioso!”.

“Deus não quer que se perca nem um só de seus filhos e seu ânimo se desborda de alegria quando um pecador se converte. A religião verdadeira consiste, pois, em entrar em sintonia com este coração “rico em misericórdia” que nos pede que amemos a todos, inclusive os mais afastados e os inimigos, imitando o Pai celestial que respeita a liberdade de cada um e atrai a Si todos com a força invencível da fidelidade”.

“Em nossa época — continuou — a humanidade necessita que a misericórdia de Deus seja proclamada e testemunhada decididamente. (...) João Paulo II, que foi um grande apóstolo da misericórdia divina, intuiu profeticamente esta urgência pastoral” e “durante todo o seu pontificado fez-se missionário do amor de Deus a todas as gentes. Logo dos trágicos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, que escureceram a alvorada do terceiro milênio, convidou os cristãos e todos os seres humanos de boa vontade a crer que a misericórdia de Deus é mais forte que todo mal, e que a salvação do mundo encontra-se só na Cruz de Cristo”.

“As sociedades fortes se constroem sobre a base de famílias fortes”, afirma o Santo Padre

Roma, 14 (NE – eclesiales.org) Ao receber as cartas credenciais do novo embaixador da Eslováquia ante a Santa Sé, o Papa Bento XVI alentou ontem a defesa da família no país. “A família — afirmou o Papa — é o núcleo em que a pessoa primeiro aprende o amor humano e cultiva as virtudes da responsabilidade, generosidade e fraternidade. As famílias fortes se constroem sobre a base de matrimônios fortes. As sociedades fortes se constroem sobre a base de famílias fortes. Em realidade, todas as comunidades civis deveriam fazer o possível para promover políticas sociais e econômicas que ajudem os matrimônios jovens e facilitem seu desejo de formar uma família”.

O Santo Padre frisou que “o Estado no pode ser indiferente ao matrimônio, mas deve reconhecer, respeitar e apoiar esta venerável instituição como uma união estável entre um homem e uma mulher que desejam abraçar um compromisso de amor e fidelidade para toda a vida”.

Por outro lado, falando da educação, o Pontífice indicou que “é importante que os Estados continuem garantindo à Igreja a liberdade para instituir e administrar escolas católicas, permitindo aos pais eleger meios educativos que promovam a formação cristã de seus filhos. (...) Uma educação sólida que alimente todas as dimensões da pessoa humana, incluindo a religiosa e espiritual, é do interesse da Igreja e do Estado. Deste modo, os jovens podem adquirir hábitos que os capacitem para cumprir seus deveres cívicos ao chegar à idade adulta”.

Santa Sé aclara questões sobre alimentação de pacientes em estado vegetativo

Roma, 14 (NE – eclesiales.org) A Congregação para a Doutrina da Fé fez público hoje um documento respondendo a questões sobre a alimentação e hidratação artificiais. A resposta às perguntas apresentadas pela Conferência Episcopal dos Estados Unidos reitera que “a subministração de alimento e água, mesmo por vias artificiais, é, em linha de princípio, um meio ordinário e proporcionado de conservação da vida. Torna-se, portanto, obrigatória, na medida em que e até quando ela mostra conseguir a sua finalidade própria, que consiste em assegurar a hidratação e alimentação do doente. Assim, se evitam os sofrimentos e a morte por inanição e desidratação”.

Da mesma forma, respondendo à pergunta: “Se a alimentação e a hidratação são feitas por vias artificiais a um doente em “estado vegetativo permanente”, podem ser interrompidas, quando médicos competentes julgam com certeza moral que o doente jamais retomará consciência?”, a nota da Congregação responde negativamente. “Um doente em ‘estado vegetativo permanente’ — aclara — é uma pessoa, com a sua dignidade humana fundamental, a quem, portanto, são devidos os cuidados ordinários e proporcionados, que compreendem, em linha de princípio, a subministração de água e alimento, mesmo por vias artificiais.

Em uma nota de comentário às respostas, se explica que “ao afirmar que a subministração de água e alimento é moralmente obrigatória em linha de princípio, a Congregação para a Doutrina da Fé não exclui que, numa região muito isolada ou de extrema pobreza, a alimentação e hidratação artificiais possam não ser fisicamente possíveis e, nesse caso, ad impossibilia nemo tenetur, subsistindo porém a obrigação de prestar os cuidados mínimos disponíveis e procurar, se possível, os meios necessários para um adequado apoio vital. Não se exclui também que, ao surgirem complicações, o doente possa não conseguir assimilar o alimento e os líquidos, tornando-se assim totalmente inútil a sua subministração. Por fim, não se descarta de todo a possibilidade que, em algum caso raro, a alimentação e a hidratação artificiais possam comportar para o doente um ônus excessivo ou um significativo incômodo físico ligado, por exemplo, à complicações no uso de auxílios instrumentais.

“Estes casos excepcionais, porém, — conclui a nota — não tiram nada ao critério ético geral, segundo o qual a subministração de água e alimento, mesmo se feitas por vias artificiais, representa um meio natural de conservação da vida e não um tratamento terapêutico. O seu uso deve, portanto, considerar-se ordinário e proporcionado, mesmo quando o ‘estado vegetativo’ se prolongar”.

Papa: Os cristãos “não podem viver sem o Domingo”

Roma, 12 (NE – eclesiales.org) Ao longo de sua catequese durante a audiência geral da quarta-feira de hoje, o Papa Bento XVI lembrou a sua recente peregrinação apostólica à Áustria. Ante mais de 12.000 pessoas, o Santo Padre indicou que sua visita para comemorar o 850 aniversário da fundação do santuário de Mariazell “foi ante tudo uma peregrinação, cujo lema foi “Olhar a Cristo, dirigir-se a Maria que nos mostra Jesus”.

Referindo-se a Mariazell, “um dos símbolos do encontro dos povos europeus com a fé cristã’, o Papa destacou que muitos filósofos, não só cristãos, “reconheceram o papel central do cristianismo em defender a consciência moderna de desvios niilista ou fundamentalistas”. No santuário mariano, disse o Santo Padre, compreendemos que “ver Jesus com os olhos de Maria significa encontrar a Deus amor que se fez homem por nós e morreu na Cruz”.

Recordando a Missa celebrada no Domingo na Catedral de Viena, o Papa destacou a centralidade do Domingo na vida dos cristãos. “Também nós, cristãos do segundo milênio, não podemos viver sem o Domingo: um dia que dá sentido ao trabalho e ao repouso, atualiza o sentido da criação e a redenção, expressa o valor da liberdade e do serviço ao próximo... tudo isto é o Domingo: é mais que um preceito!” “Se a população da antiga civilização cristã abandonou este significado e deixou que o Domingo se reduzisse a um ‘fim de semana’ ou a uma ocasião para os interesses mundanos e comerciais — advertiu o Papa — quer dizer que decidiram renunciar à própria cultura”.

O Papa Bento XVI falou também de sua alegria durante a visita da abadia cisterciense da Santa Cruz e a anexa Faculdade Pontifícia de Teologia, onde recalcou o valor da “oração como serviço de louvor e de adoração, (...) ao que nada deve se antepor”; da liturgia “orientada sempre a Deus”, e destacou também que “o estudo teológico não deve se separar da vida e da oração”.