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- 25 de setembro de 2006 -
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A lógica de Jesus é “a lógica do amor que se faz serviço até o dom de si”, recorda o Papa Bento XVI

Roma, 25 (NE ¬¬– eclesiales.org) A lógica de Jesus é “a lógica do amor que se faz serviço até o dom de si”, afirmou ontem o Papa Bento XVI em suas palavras antes da oração do Angelus. Ante os numerosos peregrinos congregados em Castelgandolfo, o Papa recordou o Evangelho da liturgia deste domingo, indicando que alí o evangelista São Marcos “ressalta o forte contraste entre a mentalidade do Senhor e a mentalidade dos doze Apóstolos, que não só não compreendem as palavras do Mestre e rechaçam netamente a idéia de que Ele saia ao encontro da morte, mas também discutem sobre qual deles deve ser considerado ‘o maior’”.

“Jesus lhes explica com paciência sua lógica, a lógica do amor que se faz serviço até o dom de si”, indicou a continuação o Papa, afirmando que “esta é a lógica do Cristianismo, que responde à verdade do homem, criado à imagem de Deus, mas que ao mesmo tempo contrasta com seu egoísmo, conseqüência do pecado original”.

Da mesma forma, o Papa afirmou que “toda pessoa humana é atraída pelo amor — que, finalmente, é o próprio Deus — mas freqüentemente se equivoca nos modos concretos de amar, e assim, de uma tendência em sua origem positiva, mas manchada pelo pecado, podem derivar intenções e ações malvadas”.

Refletindo posteriormente sobre as palavras de Santiago em sua epístola, o Santo Padre disse que “fazem pensar no testemunho de tantos cristãos que, com humildade e em silêncio, gastam a vida ao serviço dos demais por causa do Senhor Jesus, atuando concretamente como servos do amor e, por isso mesmo, como ‘artífices’ de paz”.